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Crivella era chamado de ‘zero um’ em troca de mensagens sobre propina, diz MP

Na decisão que autorizou a prisão de Marcelo Crivella (Republicanos), prefeito do Rio de Janeiro, e de outras seis pessoas na manhã desta terça-feira (22), o “QG da Propina” se referia ao prefeito pelo codinome “zero um”. A desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita destacou em documento que “o Ministério Público [do Rio de Janeiro] […]

Renata Fontoura Publicado em 22/12/2020, às 11h16

Cópias de mensagens trocadas via WhatsApp foram apresentadas - Foto: Agência Brasil
Cópias de mensagens trocadas via WhatsApp foram apresentadas - Foto: Agência Brasil - Cópias de mensagens trocadas via WhatsApp foram apresentadas - Foto: Agência Brasil

Na decisão que autorizou a prisão de Marcelo Crivella (Republicanos), prefeito do Rio de Janeiro, e de outras seis pessoas na manhã desta terça-feira (22), o “QG da Propina” se referia ao prefeito pelo codinome “zero um”.

A desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita destacou em documento que “o Ministério Público [do Rio de Janeiro] juntou cópias de mensagens trocadas via WhatsApp entre integrantes do grupo criminoso, em que cobravam determinada quantia em espécie a pedido do Zero Um” – apelido atribuído ao prefeito.

Ainda segundo a decisão, Rafael Alves, irmão de Marcelo Alves, que foi presidente da Riotur, cobrava propina para autorizar o pagamento de faturas atrasadas a empresas credoras. O valor destinado ao irmão era de 20% a 30% e outro percentual, não citado, era destinado ao prefeito.

De acordo com UOL, as investigações sobre o caso começaram após o acordo de delação premiada firmado com o doleiro Sérgio Mizrahy, preso preventivamente no âmbito da Operação “Câmbio, Desligo” deflagrada pela Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro em maio de 2018.

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