Variedades / Saúde

Jovem do interior de MS é premiado em feira de ciências nos EUA

Luiz criou aparelho que permite se comunicar com pacientes em coma

Joaquim Padilha Publicado em 30/06/2017, às 10h42

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Luiz criou aparelho que permite se comunicar com pacientes em coma

O jovem Luiz Fernando da Silva Borges, 18 anos, participou pela terceira vez de uma das maiores feiras de ciência e tecnologia do mundo, a Intel Isef (Intel International Science and Engineering Fair), e recebu um prêmio de US$ 1,5 mil por um projeto desenvolvido na área da saúde e tecnologia, no último dia 19 de maio.

Luiz, nasceu e foi criado em Aquidauana, a 140 quilômetros de Campo Grande.  Ele desenvolveu um aparelho chamado “Hermes Braindeck”, uma espécie de touca que permite estabelecer uma comunicação entre médicos e pacientes em coma ou estado vegetativo, por meio da audição.

“Se a pessoa estiver escutando os comandos do computador, ela gerará estes pensamentos, que geram osp ulsos distintos que o computador consegue reconhecer. O computador então transforma esses pensamentos em respostas para perguntar dos médicos e da família, por exemplo”, explicou Luiz em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

O aparelho foi o segundo colocado em uma competição da feira, que teve a participação de 1.800 jovens cientistas de 78 países. Nas outras duas edições em que participou, Luiz apresentou trabalhos relacionados ao DNA e a próteses com pacientes com membros amputados.

O jovem estudou no IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), e destaca o apoio que teve da instituição, apesar de nem sempre serem o suficiente para seus trabalhos. “Sempre improvisei tudo, transformei meu quarto em um laboratório desde 2013, e busquei parcerias”, disse.

Luiz contou à Folha que se inspirou no médico e cientista brasileira Miguel Niconelis para superar a falta de estrutura. Niconeli desenvolve projetos na área da neurociência por meio de parcerias privadas com empresários.Jovem do interior de MS é premiado em feira de ciências nos EUA

Ele explica que passava por um difícil momento nos estudos em 2013, quando viu um vídeo do neurocientista em chamado “Como realizar o impossível”.

“As palavras foram simples, mas nunca saíram da minha mente, tanto porque me inspiraram a lutar contra adversidades e me apontaram um pesquisador ‘mande in Brazil’ que criou uma área da neurociência que basicamente te ensina a controlar coisas com a mente”, relembra.

Jornal Midiamax