operação Turn Off realizada nesta quarta-feira (29) realizada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e Batalhão de Choque, prendeu o secretário-adjunto de Educação, Edio Antônio Rezende de Castro, e uma das pregoeiras que atua em licitações na SAD-MS (Secretaria de Estado de Administração), Simone de Oliveira Ramires Castro. O adjunto da Casa Civil, Flávio da Costa Britto Neto, foi alvo de busca e apreensão.

Os outros cinco presos na operação, a maioria servidores públicos, são Thiago Haruo Mishima, Andrea Cristina Souza Lima, Paulo Henrique Muleta Andrade [da Apae], Victor Leite de Andrade e Sergio Duarte Coutinho Júnior. Um oitavo alvo não foi encontrado pela operação.

Advogado de Simone,
Alexandre Franzoloso, advogado de Simone (Nathalia Alcântara, Midiamax)

Thiago Haruo Mishima, nomeado como assessor especial do Governo do estado em 2022, também é um dos alvos presos da operação. Atualmente, ele é lotado no gabinete do deputado federal Geraldo Resende (PSDB).

De acordo com o advogado de Simone, Alexandre Franzoloso, o motivo da prisão ainda não foi revelado para a defesa. Simone é pregoeira na SAD-MS e recebe salário de R$ 14,8 mil.

Sem flagrante

Nenhum dos quatro presos na operação foi detido em flagrante. Ou seja, eles têm pedido de prisão gerado durante as investigações do Gecoc por suspeita de corrupção em contratos com o Governo do Estado.

A suspeita é de possível fraude em contratos de tenda para a Covid-19, exames de imagens e fornecimentos de equipamentos para a Educação.

 São cumpridos na operação mandados de prisão preventiva e também de busca e apreensão. Mandados são cumpridos em uma empresa no Jardim Paulista, especializada em Soluções e Saúde, que tem mais de 40 contratos já encerrados com o Governo do Estado. Outros dois estão ativos, com a pasta da Saúde e a Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de MS).

Policial do Gaeco durante cumprimento de mandados (Nathalia Alcântara, Midiamax)

Equipes também estão em uma empresa no Santo Amaro. Até o momento, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) não divulgou nota oficial sobre a operação.

Além de Campo Grande, mandados também são cumpridos no interior. A princípio em RochedoMaracaju.

*Texto alterado às 13h39 para correção de informação