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Transparência

Patrola cobra pai de vereador de Campo Grande na Justiça por atrasar aluguéis

Empreiteiro investigado por corrupção em Campo Grande pede despejo após atraso de R$ 64 mil
Dândara Genelhú -
patrola vereador justiça
Apartamento fica em edifício na região central de Campo Grande. (Reprodução/ Arquivo Midiamax)

Investigado por corrupção em obras de asfalto em , André Luiz dos Santos — conhecido como Patrola — pediu o despejo de Leandro Mazina Martins. Pai do vereador (PSD), o ex-secretário de Saúde do município é acusado de atrasar R$ 64 mil em aluguéis de um apartamento no dos Estados.

A ação corre na 14ª Vara Cível de Campo Grande. Patrola alega que firmou contrato com Martins em 2019, quando acordaram o pagamento mensal de R$ 5 mil. No entanto, se pago com pontualidade, o aluguel teria desconto e passaria a custar R$ 4 mil.

As partes renovaram o contrato e acertaram, verbalmente, que o valor seria congelado em R$ 4 mil. Ou seja, não haveria reajuste anual.

O empreiteiro aponta que o cunhado de Trad (PSD) não regularizou o aluguel de maio de 2022 até agosto de 2023. Patrola diz que há R$ 64 mil em atraso em aluguéis e mais de R$ 119 mil de (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) em atraso desde maio de 2019.

Pedido de despejo

Devido aos valores em atraso, Patrola afirma que não tem interesse em prosseguir com o contrato. Então, pede a rescisão contratual e o despejo do cunhado de Marquinhos Trad, através de liminar para desocupação do apartamento em até 15 dias.

Além disso, solicita o pagamento de R$ 183.390,87 referentes aos aluguéis em atraso e IPTU pendente.

Ex-secretário de Campo Grande

O ex-secretário municipal de Saúde, Leandro Mazina, foi denunciado por supostas irregularidades na licitação entre os anos de 2009 a 2012. Além dele, Marquinhos Trad (PSD) e o senador Nelsinho Trad (PSD) foram denunciados.

O cunhado dos irmãos Trad foi excluído do processo pela 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande. A ação civil pública foi proposta em dezembro de 2017 pelo MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul).

Na petição inicial, o promotor Humberto Lapa Ferri sustentou que Nelsinho e Mazina teriam ‘burlado’ a correta modalidade de concorrência licitatória, ao convidar empresas para participar do certame, quando, na verdade, deveriam proceder tomada de preços, para serviço de contratação de serviços de manutenção e fornecimento de peças para a sua frota de veículos automotores da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

Patrola é investigado

A primeira fase da Operação Cascalhos de Areia reuniu indícios que apontam para suposta rede de empreiteiras nas mãos de laranjas. As empresas seriam supostamente usadas por uma quadrilha para desviar dinheiro da Prefeitura de Campo Grande com contratos firmados durante a gestão de Marquinhos Trad.

Isso porque entre os donos de empresas com contratos milionários estava um vendedor de queijos. O homem disse que sequer sabia ter mais de R$ 200 milhões em contratos públicos numa empreiteira da qual é dono no papel. Empresas com grandes contratos também foram vendidas a preço de banana.

Assim, os indícios colocam André Luiz dos Santos, o Patrola, no foco da investigação. Ele é apontado como verdadeiro operador das empresas investigadas.

Segundo a denúncia anônima que deu início às apurações, Patrola supostamente seria sócio do ex-prefeito Marquinhos Trad (PSD) no ‘esquema’. No entanto, o político nega.

Patrola também é suspeito de desmatamento no Pantanal. Ele teria destruído mais de 1,3 mil hectares após ser pago para construção de estradas na região pantaneira.

Além disso, as ‘armas’ do crime ambiental seriam as máquinas que uma das empresas dele, a André L. dos Santos Ltda, levou para a região com dinheiro de uma obra pública.

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