Política / Transparência

Com deficit de R$ 6 milhões por mês na previdência, prefeitura cogita aumentar alíquota patronal

Possível elevação, ainda em discussão, não atingiria servidores

Mayara Bueno Publicado em 28/05/2021, às 11h16

Secretário de Finanças de Campo Grande, Pedro Pedrossian Neto
Secretário de Finanças de Campo Grande, Pedro Pedrossian Neto - (Foto: Izaias Medeiros/CMCG/Arquivo)

Lidando com deficit de R$ 6 milhões por mês na previdência municipal, o secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, afirmou que há possibilidade de aumentar a alíquota patronal, ou seja, o recurso que sai do município a respeito da aposentadoria do servidor.

Uma reforma no setor foi entregue à Câmara Municipal neste mês, prevendo idade mínima, regras de transição, entre outros fatores relacionados à aposentadoria, mas sem aumento das alíquotas. Elevação neste sentido foi feita em 2020, quando a contribuição do funcionário ficou em 14% e do Executivo municipal, 22%.

Segundo o titular, houve conversa inicial com a diretora-presidente do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), Camila Nascimento. "Podemos discutir o aumento, por que não? O dinheiro já vai para lá, já fazemos o aporte". Ainda não há definição em quanto tal percentual poderá ser elevada.

Por mês, além dos 22%, o município precisa aportar R$ 6 milhões para fechar o caixa das aposentadorias. Portanto, o aumento de alíquota seria uma 'mudança na lei'. Se for adotada, a medida será levada para discussão na Câmara Municipal.

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