Com dois inquéritos civis em trâmite para apurar irregularidades no contrato do transporte coletivo urbano de e multas aplicadas ao Consórcio Guaicurus, o (Ministério Público de ) irá analisar laudo pericial que apontou diversas falhas no serviço. Dentre elas, a existência de 72 ônibus vencidos circulando na cidade. 

Cópia do documento de engenharia de tráfego já chegou na Supervisão das Promotorias Especializadas de Campo Grande, onde aguarda distribuição para ser avaliado por uma das Promotorias de Justiça do Patrimônio Público. Em cada uma das promotorias já tramita inquérito contra  o serviço prestado na Capital.

Já o novo documento, elaborado a pedido do vereador (PSL), aponta que além dos veículos já vencidos, outros 102 da frota de 550 terão que ser aposentados até o final do ano. Ele é resultado do trabalho feito por técnicos da área nos últimos meses e confirmam uma série de denúncias feitas por usuários sobre a precariedade no transporte.

Indícios de direcionamento

Na 30ª Promotoria de Justiça da Capital, tramita inquérito que apura suposto direcionamento do processo licitatório de concessão do transporte coletivo, realizado em 2012. Conforme o MPMS, o procedimento está em fase de diligências. Estão sendo aguardadas oitivas de testemunhas e delatores que vivem em outros estados.

Em julho deste ano, o Jornal Midiamax trouxe com exclusividade a delação feita por advogado que auxiliou na formação do Consórcio Guaicurus ao Ministério Público do Paraná, na qual revelava esquema de direcionamento no certame que resultou na concessão do transporte coletivo de Campo Grande.

 Multas

Já na 31ª Promotoria de Justiça, tramita inquérito civil referente as multas aplicadas ao Consórcio. Conforme denúncia, multas aplicadas entre 2017 e 2018 não haviam sido pagas até o final de 2018. Alvo de 2.200 multas de trânsito aplicadas pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), as empresas integrantes do consórcio estariam postergando o pagamento usando inúmeros recursos.