Seplanfic diz que cortes ainda são necessários para controlar crise

Crescimento da receita corrente foi de 36,26%
| 30/05/2015
- 03:25
Seplanfic diz que cortes ainda são necessários para controlar crise

Crescimento da receita corrente foi de 36,26%

O secretário-adjunto da Seplanfic (Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle), Ivan Jorge, disse nesta sexta-feira (29) durante a apresentação de contas do executivo em relação ao primeiro quadrimestres de 2015, a Câmara Municipal de Campo Grande, que os cortes ainda são necessários nas secretarias. De acordo com Jorge a prefeitura gasta muito dinheiro com o pagamento de pessoal que consome 53,10% da receita corrente liquida.

A expectativa do adjunto é que os gastos com o pessoal consumam apenas 48% da receita. De acordo com Jorge, mesmo com o aumento de 6,10% da receita da prefeitura em relação ao mesmo período do ano passado ainda é necessário que o executivo faça economias. Jorge pontua que em 2014 foi arrecadado R$ 511.599.841,18 no primeiro quadrimestre e em 2015 foi arrecadado R$ 542.830.831,71.

Durante a explanação dos dados Jorge foi claro em dizer para os vereadores presentes que a situação financeira de Campo Grande não está boa e que a Semad (Secretaria Municipal de Administração) ainda deve fazer cortes na folha de pagamento. Segundo os dados apresentados por Jorge, além dos cortes, não é possível que prefeitura dê aumento aos servidores.

Ele citou o baixo aumento de repasse do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) que é o segundo maior recurso para folha de pagamento do município. Os vereadores contestaram que o repasse do fundo é de acordo com a quantidade de alunos e citaram o aumento de três mil professores de 2014 para 2015, sem que tivesse aumento de alunos. O Fundeb teve um aumento de 3,94% de repasse.

O secretário mostrou dados onde o crescimento da receita corrente foi de 36,26% e as despesas 66%. O que comprometeu a receita da Prefeitura. “O grosso da conta foi exatamente no pessoal”, ressaltou.

Estavam presentes na audiência pública os vereadores Eduardo Romero (PT do B), Thais Helena (PT) e Carla Stephanini (PMDB), eles questionaram o sub secretário sobre os novos cortes, se seriam feitos de uma forma organizada ou aleatória. “Eu tenho a impressão de que esses cortes estão sendo feito de forma totalmente aleatória”, afirmou Carla.

O vereador Eduardo Romero pontuou que ao acompanhar o Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) percebe que muitos exonerados são nomeados novamente, mas com cargos diferentes. A vereadora Thaís indagou sobre os cortes que foram feitos e não teve uma diminuição na receita.

Jorge explicou que os cortes são feitos pela Semad e que não sabia dizer qual era o critério, mas que acreditava que o secretário Wilson do Prado estava fazendo com responsabilidade. Sobre o não impacto na receita, Jorge garantiu que as exonerações serão sentidas a partir de maio e que em junho estão previstas novas reduções de gordura. 

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