O funcionário de uma terceirizada da Energisa é réu por corrupção passiva por supostamente articular um esquema de fraude na leitura de medidores, que deixou prejuízo de R$ 59.980,70 à concessionária em Campo Grande. Ele teria manipulado informações a fim de gerar ilegalmente economia na conta dos consumidores finais. Ao todo, 16 pessoas foram implicadas.

Conforme denúncia, o então funcionário, valendo-se dos acessos que tinha por conta do cargo, oferecia a possibilidade de redução do valor da conta, sem que necessariamente o consumo fosse reduzido. Ou seja, os consumidores continuavam consumindo energia igual, em alguns até mais, mas mesmo assim conseguiam pagar um valor baixo na conta.

Conta fraudada

De acordo com a peça acusatória, o réu chegou a cobrar R$ 100 do responsável por uma unidade consumidora na Vila Rica. Lá, ele manipulou a leitura para deixar de registrar o consumo de de 28.508 kWh, causando um prejuízo de R$19.262,15 à Energisa. Ao todo, foram 11 delitos praticados com o envolvimento de 16 pessoas, incluindo o suspeito.

Ele tinha apoio de um comparsa que o auxiliava na captação de clientes. Com este comparsa foram encontrados e apreendidos os apetrechos utilizados para a realização da fraude, no caso relógios medidores, impressora de fatura de luz, relojoaria de medidor, cartela de lacres novos, caixa de carga e, até mesmo, um uniforme com logotipo da Energisa.

O processo tramita na 2ª Vara Criminal da Capital. No último dia 7 de julho de 2022 foi realizada a primeira audiência do caso. A segunda audiência foi agendada para o próximo dia 14 de setembro, às 14h30. Ainda não há veredito sobre o caso.