Em meio a reclamações constantes sobre a falta de medicamentos na Rede Pública de Campo Grande, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) realizou uma audiência pública na manhã desta segunda-feira (15), onde anunciou que 90% dos medicamentos em falta ou com baixo estoque serão reabastecidos em até 40 dias.

A audiência, convocada pela Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal, teve como objetivo discutir soluções para a escassez de medicamentos, problema recorrente na Capital.

“Temos visto uma constância na reclamação. Aqui é a casa de ressonância da população. A intenção é ouvir a população e o poder público para saber o que de fato está acontecendo”, disse o Presidente da Comissão, vereador Victor Rocha (PSDB).

Durante a audiência, Rosana Leite, que assumiu a chefia da Sesau no início deste ano, ressaltou o investimento de 7 milhões na compra de medicamentos. No entanto, ela argumentou que muitas vezes os processos burocráticos prejudicam a agilidade do reabastecimento.

“Hoje são 16% de medicamentos em falta e 28% com baixo estoque. Em 73 dias reduzimos em 28% o quantitativo de medicamentos em falta, com o abastecimento de 67 medicamentos na rede”, esclareceu.

Pacientes enfrentam falta de remédios em UPAs (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Conforme o levantamento realizado pela Sesau, até 14 de abril, a situação da Rede Pública era a seguinte:

  • Medicamentos com Estoque (Rede+Almoxarifado): 203 – 84%
  • Medicamentos com Estoque Zerado – Rede + Almoxarifado: 40 – 16%
  • Medicamentos com Estoque Zerado somente no Almoxarifado (Rede Abastecida): 68 – 28%

A situação é menos crítica se comparada a fevereiro deste ano. Na época, haviam 107 medicamentos com estoque zerado (somente almoxarifado), cerca de 44% do total de 243 medicamentos disponibilizados.

Danilo Vasconcelos, Superintendente de Economia da Sesau, ressaltou que a parceria com a Secomp (Secretaria-Executiva de Compras Governamentais) viabilizou os trâmites dos processos licitatórios para aquisição e entrega dos medicamentos.

“Muitos fornecedores são de outros estados, o que causava atrasos. Realizamos um alinhamento interno e com a Secomp, implementamos um novo processo com assinatura digital, uma ferramenta adicional para aumentar a agilidade.”

Além disso, Danilo explica que o processo que antes levava 20 dias agora leva quatro, por isso, a previsão é que em até 40 dias, 90% dos medicamentos em falta ou com baixo estoque estejam disponíveis para a população.

Problema crônico

O vice-presidente da Comissão, vereador André Luiz (PRD), argumentou que a prevenção sempre será mais barata que o tratamento; por isso, cobra melhorias no sistema de saúde.

“A população encontra muitos medicamentos na farmácia popular, mas às vezes os usuários não têm condições de pagar R$ 10 reais no transporte público”.

A Comissão Permanente de Saúde é composta pelos vereadores Dr. Victor Rocha (presidente), Prof. André Luís (vice), Dr. Jamal, Tabosa e Dr. Loester.

A falta de remédios nas unidades de saúde pública de Campo Grande se tornou crônica neste ano. Em reportagens, o Jornal Midiamax mostra o drama enfrentado pelos pacientes que têm até o tratamento impactado diante da falta de remédios básicos como a dipirona.

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