O ex-governador André Puccinelli (MDB) comentou as especulações sobre reuniões com lideranças políticas de outros partidos. “Eu converso com quem me procura para conversar”, minimizou o presidente de honra dos emedebistas em Mato Grosso do Sul.

Puccinelli é um dos convidados para almoço na manhã desta segunda-feira (15), na casa da ministra do Planejamento e Orçamento do Governo Lula, Simone Tebet (MDB). O evento tem a presença anunciada do ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), primeiro a chegar, além do atual governador de MS, Eduardo Riedel (PSDB), e secretários estaduais.

No entanto, Puccinelli avisou que acha ‘muito cedo’ para discutir temas políticos como alianças.

Revisão no ‘uninho vermelho’ usado nas campanhas

André conversou com o sócio-fundador do Jornal Midiamax, Carlos Naegele, sobre planos para 2024 e até sobre a manutenção do famoso Fiat Uno Mille vermelho que sempre usa nas campanhas eleitorais.

“Não estou com ele agora só porque estou fazendo uma revisão bem feita. Tem que arrumar a suspensão”, disse.

A suspensão dos carros dos campo-grandenses, inclusive, é um dos ítens que mais sofrem ao transitar pelas ruas de Campo Grande, esburacadas. O problema é uma das maiores reclamações dos eleitores, que tentam cobrar da Prefeitura a reparação dos prejuízos causados pela pavimentação precária.

Apesar da referência ao carro que tradicionalmente usa durante as campanhas, André Puccinelli disse que ainda está cedo para decisões sobre a disputa pela prefeitura da Capital sul-mato-grossense no ano que vem.

André Puccinelli: densidade eleitoral em Campo Grande

André Puccinelli foi prefeito de Campo Grande por dois mandatos, e continua concentrando no maior colégio eleitoral de MS sua densidade eleitoral.

Assim, no primeiro turno das últimas eleições, quando terminou em terceiro para o Governo, ele teve 247.093 votos. Destes, 107.260 dos eleitores de Puccinelli são de Campo Grande. Por outro lado, o governador eleito no segundo turno, Eduardo Riedel, teve 72.077 votos entre os campo-grandenses no primeiro turno.

Puccinelli ainda divertiu-se com rumores que antecipariam até termos de acordos. “Política se faz conversando e a boataria faz parte”, concluiu.