Nesta segunda-feira (13), a de Maracaju aprovou a criação de comissão processante. Assim, iniciou o processo de cassação dos mandatos de oito vereadores afastados na Dark Monkey.

Estão afastados: o presidente Robert Ziemann (PSDB); o segundo vice-presidente Jeferson Lopes (Patriota); o primeiro secretário da Mesa Diretora Antônio João Marçal de Souza; o Nenê da Vista Alegre (MDB); Laudo Sorrilha (PSDB); Ludimar Portela, o Nego do Povo (MDB); João Gomes Rocha, o Joãozinho Rocha (MDB); e Hélio Albarello (MDB).

Os vereadores votaram o pedido de abertura da comissão em sessão ordinária nesta segunda-feira (13). Assinado por moradores da cidade, o pedido destacou que o caso repercutiu nacionalmente, já que o esquema de corrupção movimentou R$ 1,3 milhão em propina.

“Os mesmos que se beneficiaram criminosamente do dinheiro público podem retornar aos seus cargos como vereadores, como se nada disso tivesse ocorrido. O que seria um insulto a todo o povo dessa cidade”, afirmam no documento.

Então, os vereadores aprovaram por unanimidade. Em 7 de dezembro de 2022 — quando a operação foi deflagrada — a Câmara emitiu nota afirmando que o afastamento dos parlamentares seria temporário.

Por fim, vale lembrar que o afastamento dos oito vereadores já foi prorrogado por duas vezes. Sendo que a última tem validade até 22 de abril.

Operação Dark Money

Em dezembro de 2022, o Dracco, vinculado à Polícia Civil, deflagrou a terceira fase da Operação Dark Money. Foi identificado pagamento de propina a vereadores durante os meses de dezembro de 2019 e novembro de 2020.

As propinas eram pagas por ordem do então prefeito Maurílio Azambuja (MDB) que, com o aval de outros servidores, tinha como objetivo afrouxar a fiscalização das contas da prefeitura pela Câmara, além de aprovar projetos e leis de seu interesse.

O pagamento de propina tinha como objetivo impedir o funcionamento adequado do Legislativo, já que é de responsabilidade dos vereadores a do Executivo. A 3ª fase teve o nome de “mensalinho” em referência ao esquema do mensalão, operado em nível federal.

As investigações do Dracco apontaram que 11 dos 13 vereadores que integravam a Câmara no período teriam recebido pagamentos indevidos oriundos dos desvios feitos na prefeitura.

Assim, dos 11 vereadores investigados, oito foram reeleitos. Os valores recebidos por cada vereador dependiam de sua influência e capacidade de interferir na fiscalização.

Em um ano, a investigação identificou pagamento para os 11 vereadores. O valor chegava a R$ 1,37 milhão. Então, os pagamentos eram feitos em cheques, nomes de laranjas ou até mesmo em espécie, para dificultar o rastreio do dinheiro.

Saiba Mais