Política

Acordo do MPT cancela greve dos motoristas na sexta e decisão sobre tarifa fica para semana que vem

Prefeito de Campo Grande afirmou que o passe segue com o mesmo valor, até acordo formalizado

Mayara Bueno Publicado em 06/01/2022, às 11h56 - Atualizado às 12h29

Terminal de ônibus em Campo Grande.
Terminal de ônibus em Campo Grande. - (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax, Arquivo)

Até que um acordo seja formalizado, a greve dos motoristas do transporte coletivo, que começaria na sexta-feira (7), está suspensa, assim como o passe de ônibus congelado, de acordo com o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD).

Representantes do Consórcio Guaicurus, do sindicato dos trabalhadores e o chefe do Executivo municipal participaram de audiência de conciliação no MPT (Ministério Público do Trabalho) nesta quinta-feira (6).

Segundo o prefeito, as empresas de ônibus concordaram em elevar a tarifa, que hoje está em R$ 4,20, para R$ 4,40, mas fizeram uma série de pedidos para conseguir deixá-la neste patamar. Pelo cálculo técnico, que inclui os componentes como reajuste dos insumos e de salário, o passe teria de subir para R$ 5,10.

Estão entre as demandas que serão analisadas a retomada da isenção do ISS (Imposto Sobre Serviços), que o prefeito já admite, a ajuda financeira para bancar as gratuidades dos estudantes da Reme (Rede Municipal de Ensino), de pessoas com deficiência, ostomizados, presidentes de bairro e demais benefícios aprovados por lei municipal, além do perdão do imposto não recolhido em 2021.

O Estado também é solicitado pelo Consórcio para discussão sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do óleo diesel.

"Eu disse a eles que a tarifa vai aguardar a próxima reunião, queriam já na segunda-feira, eu disse não. Até quinta-feira que vem, levamos a proposta, e a partir de amanhã o grupo técnico se reúne", disse ao Jornal Midiamax.

Até a próxima semana, quando uma nova reunião será feita no MPT, o grupo técnico, ao qual se refere Marquinhos, será formado com as empresas, Agereg (Agência de Regulação dos Serviços), sindicato e Câmara de Campo Grande e discutirá formas de atender aos pedidos, bem como quais serão acatados.

"Eu acho justa volta do ISS, até porque não são eles que recolhem, isso é embutido na tarifa e quando nós devolvemos a responsabilidade de pagar a tarifa não aumentou. Também acho justo o complemento das gratuidades", finalizou.

Jornal Midiamax