Cotidiano

Por unanimidade, trabalhadores do transporte coletivo decidem por greve em Campo Grande

Categoria fez votação e, em menos de cinco minutos, decidiu parar a partir da próxima sexta-feira (7)

Graziela Rezende e Lucas Mamédio Publicado em 03/01/2022, às 09h49

Trabalhadores do transporte coletivo em assembleia nesta segunda-feira (3)
Trabalhadores do transporte coletivo em assembleia nesta segunda-feira (3) - Lucas Mamédio/Jornal Midiamax

Decisão unânime e com votação de menos de cinco minutos fez os trabalhadores do transporte coletivo em Campo Grande deliberarem por greve, que deve iniciar na próxima sexta-feira (7). A assembleia ocorreu nesta manhã (3), com cerca de 30 pessoas em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU-CG).

Conforme o presidente do sindicato, Demétrio Freitas, o evento ocorreu para ratificar a decisão já tomada pela categoria, cuja greve deve ser por tempo indeterminado. “São cerca de 1 mil trabalhadores entre motoristas, pessoal do terminal e administrativo. A decisão foi tomada porque o Consórcio Guaicurus não cumpriu o acordo feito em novembro deste ano e que previa um reajuste inicial de 17%”, afirmou ao Jornal Midiamax.

Presidente do sindicato diz que negociação ocorre há 2 meses.
Crédito: Lucas Mamédio/Jornal Midiamax

Logo depois, o reajuste mudou para 11,8%, o que equivale à inflação. “Na época, o Consórcio alegou que não tinha condições, falando que não houve reajuste da tarifa e a prefeitura estava demorando com as negociações. Nesse impasse, a categoria ressaltou que não tem relação com a prefeitura, a questão deles é com o Consórcio”, explicou o presidente. 

Outro motivo, ainda conforme Demétrio, é que o 13° salário dos trabalhadores foi parcelado. “Eles [Consórcio] nos falaram que estavam com dificuldade. Nós agora vamos manter a decisão da greve e só mudaremos o posicionamento caso eles nos informem alguma decisão nos próximos dias. Deve parar cerca de 70%, apenas os 30% vão estar nas ruas para levar os serviços essenciais, como os trabalhadores de saúde. Vamos fazer a nossa triagem nesse caso, como sempre fizemos”, finalizou.

Jornal Midiamax