Política

Projeto quer reconhecer Campo Grande como a Capital das Araras

Projeto de lei enviado pela prefeitura de Campo Grande quer reconhecer Campo Grande como a Capital das Araras. A proposta está incluída na pauta de votação da Câmara Municipal, para a sessão de quinta-feira (4). Além do reconhecimento, a proposição quer instituir o dia municipal de proteção dessas aves, a ser celebrado em 22 de […]

Danúbia Burema Publicado em 03/03/2021, às 07h41 - Atualizado às 07h45

(Foto: Divulgação/Trip Advisor)
(Foto: Divulgação/Trip Advisor) - (Foto: Divulgação/Trip Advisor)

Projeto de lei enviado pela prefeitura de Campo Grande quer reconhecer Campo Grande como a Capital das Araras. A proposta está incluída na pauta de votação da Câmara Municipal, para a sessão de quinta-feira (4).

Além do reconhecimento, a proposição quer instituir o dia municipal de proteção dessas aves, a ser celebrado em 22 de setembro.

“A conservação e proteção das diferentes espécies de araras é uma tarefa de suma magnitude para o contexto ecológico do Município de Campo Grande, que é favorecido com a presença desse tipo de fauna em seu cotidiano, trazendo não só beleza à cidade, mas também uma sensação singular de contato com a natureza que muitas capitais não possuem”, diz trecho da justificativa.

A apreciação do projeto de lei n.º 9.959/2021 será em regime de urgência especial, em discussão única. Para aprovação, o quórum é de maioria simples – formado pela metade mais um dos presentes.

Migração

A proposta encaminhada pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) traz informações sobre a presença das araras no contexto urbano da Capital. O texto proposto baseia-se em dados coletados pelo Instituto Arara Azul, ONG (Organização Não-Governamental) que desenvolve há dez anos o Projeto Aves Urbanas-Araras na Cidade.

De acordo com as pesquisas, um grupo de araras-canindé (Ara ararauna) e araras-vermelhas (Ara chloropterus) deslocou-se para a cidade nos anos 2000, vindo do interior após período de escassez de alimentos e desmatamento por queimadas. Parte dele se estabeleceu na cidade, enquanto o restante seguiu até os estados de SP e PR.

No período de estudos, foram registrados 290 ninhos naturais e mais de 700 aves nasceram na área urbana de Campo Grande, “transformando a Capital em um verdadeiro centro de reprodução e contribuindo, inclusive, para dispersão da espécie para o interior do Estado”.

Jornal Midiamax