Política

Políticos de MS dizem que partidos vão buscar alternativa à polarização entre Bolsonaro e Lula

Vários nomes são citados, mas nenhuma confirmação por enquanto

Mayara Bueno Publicado em 01/08/2021, às 10h09

Da esquerda à direita, Nelsinho Trad, Luiz Henrique Mandetta, Evander Vendramini, Junior Mochi.
Da esquerda à direita, Nelsinho Trad, Luiz Henrique Mandetta, Evander Vendramini, Junior Mochi. - (Arte: Marcos Ermínio, Jornal Midiamax).

Membros de partidos de Mato Grosso do Sul que representam o 'Centrão', denominação que tem tido repercussão ampliada atualmente, acreditam que as legendas vão lançar nomes para disputa a presidente do Brasil. Porém, em 2022, tentarão chegar a um consenso que possa contrapor uma eventual polarização.

"Os partidos de centro estão buscando alternativa que represente terceira via. Todos devem lançar pré-candidatos, para depois lançar quem, pela viabilidade, tem mais chance", opinou Junior Mochi, presidente do MDB no Estado. Ex-ministro Carlos Marun (MDB) disse algo semelhante, quando comentava a possibilidade da senadora Simone Tebet (MDB/MS) ser o nome do partido.

Ela, no entanto, respondeu, via assessoria, durante a semana, que este assunto ainda não teria sido tratado, mas não descartou a chance. Antes, disse que 'com certeza terá terceira via' e que estará com ela, seja quem for.

Senador Nelsinho Trad, que preside o PSD em MS, afirmou também que a ideia é 'costurar uma terceira via'. "Já conversamos com Rodrigo Pacheco para que possa encarnar isso, e também com Luiz Henrique Mandetta". O ex-ministro é do DEM, atualmente, mas, se a legenda apoiar candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro (sem partido), deve sair e, neste caso, segundo Nelsinho, poderia ir para o PSD.

Mandetta, por sua vez, acabou refutando indiretamente a ideia, reforçando a chance de permanecer no DEM, ao invés de sair, ao dizer que a legenda 'segue postura independente da de Bolsonaro'. Neste caso, deve deixar a sigla, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, aliada do presidente.

Já para o deputado Evander Vendramini, do PP — outro partido que integra o Centrão —, somente depois de outubro será possível vislumbrar as possibilidades do próximo pleito. Ele respondeu tanto sobre a chance de uma candidatura que represente várias frentes, quanto com relação à comentada vinda do presidente para o partido.

Há mais de um ano sem filiação partidária, Bolsonaro disse recentemente que o PP passou a ser uma possibilidade para provável disputa à reeleição no próximo ano.

Jornal Midiamax