Política

Passaporte da imunidade esbarra na Câmara de Campo Grande por único vereador que não se vacinou

'Fica inviável', diz presidente sobre cobrar apresentação sem todos os parlamentares vacinados

Mayara Bueno Publicado em 28/10/2021, às 07h32 - Atualizado às 08h10

Vereadores no plenário da Câmara Municipal de Campo Grande
Vereadores no plenário da Câmara Municipal de Campo Grande - (Foto: Izaías Medeiros, CMCG)

Adotado na Câmara Federal com o retorno das atividades presenciais, o passaporte da vacina contra Covid-19, que exige comprovante para entrada em determinados lugares, não deve ser aplicado na Câmara Municipal de Campo Grande, pelo menos por enquanto. Segundo o presidente Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), fica inviável exigir a apresentação de outras pessoas sem ter 100% dos vereadores vacinados. 

Dos 29 parlamentares, Gilmar da Cruz (Republicanos) não teria tomado nenhuma dose da vacina contra o coronavírus. "Quem me falou que não vacinou foi só o Gilmar da Cruz, os outros todos vacinados duas vezes. Se eu adotar passaporte ficaria controvérsia evidente. Primeiro, para exigir dos outros, teríamos que ter 100% dos edis vacinados e, nesse caso, não temos", afirmou o presidente.

Aos 53 anos, a vez de Gilmar da Cruz na imunização chegou no começo de junho. Procurado pela reportagem, após dois dias, o vereador disse somente que está se preparando para uma cirurgia e, depois do procedimento, fará uma avaliação para 'ver se estou apto'.

Apesar de descartar o passaporte neste momento, Carlão afirma que os protocolos de biossegurança como obrigatoriedade do uso da máscara, distanciamento seguro e disponibilização de álcool em gel, estão 'indo bem', e devem continuar a ser exigidos na Casa de Leis. "Não abro mão".  

Em 3 de agosto, o Jornal Midiamax publicou que, naquela altura, somente a vereadora Camila Jara (PT) não tinha se vacinado. No caso dela, apenas porque, aos 26 anos, a vez dela na fila só chegou naquele dia. A informação na ocasião foi de que só a parlamentar não tinha se imunizado.

A Câmara Municipal de Campo Grande adotou sessões remotas durante a pandemia, mas manteve integrantes da Mesa Diretora trabalhando do prédio. O segundo semestre deste ano marcou a retomada 100% presencial dos vereadores em plenário, com os protocolos já mencionados.

Jornal Midiamax