Política

Briga política e execução com 7 tiros antecedem eleições em Paranhos

Crime aconteceu após o comício e polícia vai apurar se há ligação com disputa eleitoral

Renata Volpe Publicado em 01/10/2021, às 08h23

Adélio, Donizete e Alfredo são os candidatos a prefeito de Paranhos
Adélio, Donizete e Alfredo são os candidatos a prefeito de Paranhos - Reprodução

A eleição suplementar do município de Paranhos, marcada para 3 de outubro, próximo domingo, está deixando o clima tenso na cidade. Após comício do MDB realizado na noite de quinta-feira (30), jovem de 26 anos foi morto com sete tiros.

Na última quarta-feira (29), o cacique da aldeia Pirajuí foi atingido por três tiros, após discutir com um homem que participava de um comício do PSDB. Porém, o registro do boletim de ocorrência aponta que, neste caso, os dois já tinham uma briga antiga, pois o cacique teria denunciado o suspeito por tráfico de drogas.

A eleição suplementar foi convocada depois de Heliomar Klabunde (MDB) ter sido eleito sub judice em novembro do ano passado. Mas, ele não assumiu a prefeitura por causa da Lei da Inelegibilidade.

Com isso, quem assumiu a prefeitura interinamente foi o presidente da Câmara de Vereadores, Donizete Viaro (MDB). Porém, ao invés de Klabunde apoiar seu correligionário, ele declarou abertamente apoio ao candidato do partido adversário, Alfredo Soares, do PSDB. 

Ao Jornal Midiamax, Klabunde disse ter sido traído por Viaro, por isso não vai apoiá-lo. “No começo do ano, ele nos traiu. Era para ser nossa chapa, ele como vice-presidente da Câmara e Kim [Luiz Carlos Lopes, vereador] ser o presidente, mas ele não fez isso”.

Segundo Klabunde, se Kim assumisse a presidência da Câmara, ele seria o prefeito interino e o colocaria como secretário de Administração. “Donizete não concordou e se juntou com os outros quatro vereadores. Ele traiu nosso grupo”.

Além de Viaro e Alfredo Soares, os eleitores de Paranhos vão ter nas urnas o nome de Adélio Cirilio (PT).

Jornal Midiamax