Política

Indefinição na CCJR deve travar análise de projetos na ALMS até março

A disputa entre os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para integrar a CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), adiará os trabalhos de análise de projetos da Casa, primordiais para o efetivo trabalho dos legisladores, para março. Nesta quarta-feira (19), membros dos blocos ainda se reúnem para definir as indicações à […]

Evelin Cáceres Publicado em 19/02/2020, às 08h33 - Atualizado às 12h37

Deputados voltaram ao plenário, mas ainda não analisaram propostas de 2020 (Luciana Nassar, ALMS)
Deputados voltaram ao plenário, mas ainda não analisaram propostas de 2020 (Luciana Nassar, ALMS) - Deputados voltaram ao plenário, mas ainda não analisaram propostas de 2020 (Luciana Nassar, ALMS)

A disputa entre os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para integrar a CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), adiará os trabalhos de análise de projetos da Casa, primordiais para o efetivo trabalho dos legisladores, para março. Nesta quarta-feira (19), membros dos blocos ainda se reúnem para definir as indicações à Comissão.

Apesar de terem retornado do recesso legislativo no último dia 4 de fevereiro, os deputados não analisaram propostas deste ano na Casa. É na CCJR que os deputados analisam a constitucionalidade das propostas e avaliam se a ideia dos deputados da Assembleia ou se projetos do governo seguem para serem votados pelos parlamentares em plenário ou não.

Considerada a mais importante, a Comissão é composta por cinco membros, sendo dois dos blocos G11 e G8 e um do PSDB. Nenhum deles definiu quem serão parlamentares que farão a composição.

Com reuniões às quartas pela manhã, a Assembleia entra na terceira semana sem análises da CCJR. Com o feriado de Carnaval, os trabalhos devem retornar apenas em março. De acordo com a assessoria, ainda não há publicação de nada relativo ao feriado da próxima semana.

No entanto, foi informado que ‘geralmente’ é seguido o calendário do Executivo, que prevê retorno ao expediente ao meio-dia da próxima quarta-feira (26).

Disputas

Na última semana, o G8 havia anunciado que Eduardo Rocha (MDB) e Lídio Lopes (Patri) seriam os indicados, logo após o deputado Cabo Almi (PT) reclamar que haviam indicado para liderança e vice, respectivamente, os mesmos deputados.

Porém, Lopes negou a informação na terça-feira (18). “Não estou sabendo de nada. Nós definimos quem será líder e vice do bloco”, afirmou, referindo-se a Rocha e ao deputado Cabo Almi (PT), que ficou como vice após reunião realizada na presidência da Casa. O G11 se reúne nesta quarta de manhã para decidir os indicados.

Os parlamentares devem escolher entre os três que tentam a vaga: Evander Vendramini (PP), João Henrique (PL) e Gerson Claro (PP) que, apesar de ser o líder do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na Casa, não estaria abrindo mão da sua vaga na Comissão, segundo deputados do bloco que preferem não se identificar.

Nem mesmo o PSDB escapou da indefinição. De acordo com o líder, Rinaldo Modesto, ele mesmo pode assumir a vaga de Marçal Filho, que estaria deixando a composição por ser o pré-candidato tucano à Prefeitura de Dourados.

Porém, Marçal afirmou que só iria definir se é o candidato se fosse ‘para valer’. Reinaldo Azambuja teria compromisso de apoiar o deputado Barbosinha (DEM), que já anunciou disputar na cidade. O demista foi líder do governo na Assembleia em 2019. Com a indefinição sobre alianças, os tucanos também não sabem quem deverá compor a CCJR.

Jornal Midiamax