Política

Sem informar teor, Sanesul diz já ter apresentado justificativa de nomeações

A Sanesul (Empresa de Saneamento Básico de Mato Grosso do Sul) informou já ter apresentado ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) defesa em relação à recomendação de anular a nomeação de seu diretor-presidente, Walter Benedito Carneiro Júnior, e para exonerar o diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Helianey Paulo da Silva. Segundo […]

Danúbia Burema Publicado em 07/05/2019, às 15h38 - Atualizado às 15h46

(Edemir Rodrigues, Divulgação Governo MS)
(Edemir Rodrigues, Divulgação Governo MS) - (Edemir Rodrigues, Divulgação Governo MS)

A Sanesul (Empresa de Saneamento Básico de Mato Grosso do Sul) informou já ter apresentado ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) defesa em relação à recomendação de anular a nomeação de seu diretor-presidente, Walter Benedito Carneiro Júnior, e para exonerar o diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Helianey Paulo da Silva.

Segundo informado pela empresa pública, por meio da assessoria de imprensa, a Sanesul já recebeu a recomendação e apresentou sua justificativa, mas aguarda retorno para só então se manifestar, por meio de nota. Contudo, não foi informado qual seria a justificativa nem quando ela foi enviada.

A recomendação do Ministério Público foi publicada nesta terça-feira (7) dando prazo de 10 dias para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) informar se irá seguir ou não o parecer pela anulação da nomeação do diretor-presidente e exoneração do diretor de engenharia.

Para o MPMS, a situação é similar à do ex-ministro Carlos Marun, que por ter ocupado cargo no Governo foi afastado do Conselho da Itaipu Binacional. Segundo a publicação, eles foram exonerados de cargos estaduais somente após terem sua indicação aprovada.

A reportagem entrou em contato também com o Governo do Estado para saber se o governador irá seguir ou não a orientação do MPMS, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Caso a recomendação não seja atendida e a eventual irregularidade permaneça, o promotor Adriano Lobo Viana de Resende, da 29ª Promotoria do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, promete ingressar com ação judicial cobrando a exoneração.

Jornal Midiamax