Política

Famílias protestam e vereadores devem ir ao MPMS contra fechamento de escolas

Mais de 70 alunos e pais foram novamente à Câmara de Campo Grande nesta terça-feira (26) pedir apoio contra o fechamento da Escola Estadual Professor Carlos Henrique Schrader, no Jardim Flamboyant. Os vereadores devem se reunir para buscar apoio do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul). Mãe de um aluno, Ana […]

Evelin Cáceres Publicado em 26/11/2019, às 11h36 - Atualizado às 11h36

Estudantes lotaram plenário da Câmara em protesto (Mayara Bueno, Midiamax)
Estudantes lotaram plenário da Câmara em protesto (Mayara Bueno, Midiamax) - Estudantes lotaram plenário da Câmara em protesto (Mayara Bueno, Midiamax)

Mais de 70 alunos e pais foram novamente à Câmara de Campo Grande nesta terça-feira (26) pedir apoio contra o fechamento da Escola Estadual Professor Carlos Henrique Schrader, no Jardim Flamboyant. Os vereadores devem se reunir para buscar apoio do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul).

Mãe de um aluno, Ana Maria Godoy explica que mora na zona rural da cidade, a 26 quilômetros da unidade, e que se a escola for fechada, a distância fica ainda maior para o filho estudar. “Ele estuda no Flamboyant desde 2010. São salas onde os professores conseguem dar atenção às crianças e o ensino que elas merecem. Educar não é só colocar todo mundo dentro de uma sala apertada”, diz.

Valdir Gomes (PP) usou a palavra para criticar a secretária estadual de Educação, Maria Cecília Amêndola. “É uma despreparada. Eu estou decepcionado, envergonhado como educador, com essa situação. Amanhã ela vai lá na Assembleia mentir para os deputados. As salas do Hércules Maymone, para onde eles querem mandar os alunos, são menores. Mal cabem os que já estão lá”, disse.

Betinho (Republicanos) disse que o Estado não está pensando na sobrecarga que vai levar ao transporte coletivo com o fechamento. “São mais alunos para transportar, mais vale transporte para pagar. Todos nós sabemos que um país só vai para frente com a Educação”.

Ademir Santana (PDT) destacou que mora no Jardim Caiobá e que a escola mais próxima fica na Coophavila II. “Sou da Comissão de Educação e a gente sabe que já faltam escolas na cidade. Como vão fechar mais?”. Otávio Trad (PTB) afirmou que a situação financeira do país não é justificativa para fechar escolas. “É uma situação completamente diferente. Envolve crianças que vão precisar se deslocar”.

Líder do prefeito Marquinhos Trad (PSD), Chiquinho Telles (PSD) solicitou ao presidente da Casa, vereador João Rocha (PSDB) uma conversa com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sobre a situação.

Sete escolas fechadas

Desde o início de 2019, sete escolas estaduais fecharam em Mato Grosso do Sul. Por enquanto, ainda não há uma estimativa de economia com o fechamento das escolas. A titular da SED (Secretaria de Estado de Educação), Maria Cecília Amêndola da Motta, explicou ao Midiamax que as escolas têm sido reordenadas devido à redução dos alunos na escola. Segundo ela, este processo é normal e natural, já que as famílias têm tido cada vez menos filhos.

“Entre 2010 e 2019, houve uma redução de quase 52 mil alunos. Se a gente considerar que cada sala tem uma média de 30 alunos, são muitas salas. Antes, as famílias tinham até sete filhos, hoje em dia são dois, no máximo”, diz.

Em janeiro, o Governo fechou as escolas estaduais professor Otaviano Gonçalves da Silveira Junior, no bairro Lar do Trabalhador, e a Zamenhof, no Amambaí. Antes, outras duas escolas haviam fechado: a Riachuelo, na Capital e Abadia Faustino, em Camapuã, a 135 km de Campo Grande. Em julho, o governo ainda fechou o ensino noturno na Escola Estadual José Barbosa Rodrigues, no bairro Universitário.

Escola Riachuelo, que teve o maior número de reclamações, no fim de dezembro, quando foi ‘transferida’ para um dos andares da Escola Hércules Maymone, a aproximadamente seis quilômetros de distância.

Jornal Midiamax