Política

Deputado Jamilson Name diz que teme pela saúde do pai de 80 anos na prisão

O deputado estadual Jamilson Name (PDT) divulgou nota, nesta segunda-feira (30), sobre a prisão do pai e do irmão durante a Operação Omertà, deflagrada na última sexta-feira (27) e que cumpriu 44 mandados de prisão em Campo Grande. Segundo o deputado, a preocupação é com a saúde de Jamil Name, ‘um homem de 80 anos que […]

Danúbia Burema Publicado em 30/09/2019, às 14h22 - Atualizado às 16h23

Jamilson Name (Marcos Ermínio/Jornal Midiamax)
Jamilson Name (Marcos Ermínio/Jornal Midiamax) - Jamilson Name (Marcos Ermínio/Jornal Midiamax)

O deputado estadual Jamilson Name (PDT) divulgou nota, nesta segunda-feira (30), sobre a prisão do pai e do irmão durante a Operação Omertà, deflagrada na última sexta-feira (27) e que cumpriu 44 mandados de prisão em Campo Grande. Segundo o deputado, a preocupação é com a saúde de Jamil Name, ‘um homem de 80 anos que nunca teve uma condenação’.

O fato de ser idoso não foi considerado suficiente pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, que nesta segunda-feira (30) decidiu encaminhar ele e Jamil Name Filho para um presídio. Em nota, Jamilson disse que a questão está sob cuidados de advogados e que sua atenção está voltada a cuidar da mãe e dos sobrinhos.

Além das prisões decretadas na investigação de suposta milícia envolvida com crimes de pistolagem em Campo Grande, Jamil, o filho e os demais presos na operação foram flagrados com armas ilegais e, por isso, tiveram os flagrantes convertidos em prisão preventiva. Confira a íntegra da nota divulgada pelo deputado estadual sobre o caso:

Nota Oficial

Em relação aos recentes fatos que envolvem meu pai e meu irmão:

Minha preocupação atual é com a saúde do meu pai, um homem de 80 anos que nunca teve uma condenação.

A minha atenção está voltada para cuidar da minha mãe e dar apoio aos meus sobrinhos.

Agora é uma questão que está com os advogados. Tenho pleno respeito e confiança nas instituições.

DEPUTADO ESTADUAL JAMILSON NAME

Operação Omertà

A ação desenvolvida na última sexta-feira (27), contou com 17 equipes do Garras, Gaeco e Batalhão de Choque da PM. Foram cumpridos 44 mandados na Capital, sendo 13 de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. Informações são de que os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho seriam suspeitos de chefiar uma milícia envolvida com execuções em Campo Grande. A polícia apreendeu R$ 150 mil em posse do empresário Jamil Name.

Foram presos durante a operação 23 pessoas entre elas Jamil Name e Jamil Name Filho. Os presos foram Alexandre Gonçalves Franzoloso, Elvis Elir Camargo Lima; Eronaldo Vieira da Silva; Euzébio de Jesus Araújo; Everaldo Monteiro de Assis; Frederico Maldonado Arruda; Igor Cunha de Souza; Luis Fernando da Fonseca; Rafael Carmo Peixoto Ribeiro; Rudney Machado Medeiros; além de Alcinei Arantes da Silva; Andrison Correia; Eltom Pedro de Almeida; Flávio Narciso Morais da Silva, José Moreira Freires; Juanil Miranda Lima; Marcelo Rios; Márcio Cavalcanti da Silva; Márcio Cavalcanti da Silva; Rafael Antunes Vieira; Robert Vítor Kopetski, Vladenilson Daniel Olmedo.

Revogação concedida

Alvo de mandado de prisão temporária, o advogado Alexandre Gonçalves Franzoloso teve a prisão revogada pelo desembargador Sideni Soncini Pimentel, no fim da manhã de sábado (28). Alexandre, assim como outras 22 pessoas, foi alvo da Operação Ormetà, que investiga atuação de milícia em Campo Grande.

Alexandre não chegou a ser preso na sexta-feira (27) porque estava fora de Campo Grande. Na noite de ontem, a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil) ingressou com habeas corpus justificando que prerrogativa de advogado havia sido violada.

Na decisão, Sideni afirma que não há, no mandado de prisão do juízo de primeira instância, elementos concretos que vinculem Alexandre aos atos criminosos.

Jornal Midiamax