Juiz nega pedido do MDB e mantém vídeo de humorista que fez sátiras sobre MSO juiz Alexandre Branco Pucci julgou improcedente, nesta sexta-feira (31), pedido do diretório regional do MDB para que o humorista Leo Lins excluísse vídeo em que faz sátiras sobre Campo Grande e cita escândalos políticos. Conhecido por seu humor ácido, Lins se apresentou em Campo Grande em 21 de julho.

Conforme a denúncia, o diretório regional do MDB apresentou à Justiça Eleitoral pedido para que Leo Lins fosse obrigado a retirar do ar vídeo promocional de sua apresentação de stand up, na Capital. No vídeo, o humorista faz piadas da realidade do Estado e cita que “André Puccinelli desviou mais de 200 milhões de reais”.

Para o partido, a informação veiculada pelo humorista foi “danosa à honra e imagem do pré-candidato ao governo do Estado, André Puccinelli, filiado ao partido representante, que tem influência direta nas eleições”, argumenta o MDB.

Na representação, o partido solicitou, em caráter liminar, que o conteúdo fosse excluído tanto do canal de Youtube de Leo Lins quanto do site oficial dele. A decisão liminar negou a exclusão do conteúdo. A PRE (Procuradoria Regional Eleitoral) também se manifestou contrária ao pedido do MDB.

Para o juiz Alexandre Pucci, o conteúdo do vídeo de Leo Lins é humorístico. “Os dados sobre Campo Grande ou sobre o Estado são aqueles já de amplo conhecimento público ou constantes de repositórios públicos como a Wikipedia. As piadas se prestam a divulgação do artista, uma vez que a finalidade do vídeo é servir de peça de degustação do espetáculo a ser apresentado na Capital”, diz.

Por fim, o juiz eleitoral afirma que não houve constatação de propaganda eleitoral negativa a Puccinelli e que o humorista apenas “reproduziu manchetes divulgadas pela imprensa, acerca de fatos públicos”.

Confira o vídeo: