Vereador cobra presença de colegas em sessão e leva ‘bronca’ da mesa diretora

Com ausências, faltou quórum para votar ofício
| 20/04/2017
- 19:56
Vereador cobra presença de colegas em sessão e leva ‘bronca’ da mesa diretora

Com ausências, faltou quórum para votar ofício

Sessão ordinária desta quinta-feira (20) na Câmara Municipal terminou com polêmica. O vereador André Salineiro (PSDB) não conseguiu que a mesa diretora elaborasse e colocasse em votação ofício solicitando informações sobre convênios da Prefeitura. Isso porque alguns legisladores se ausentaram do parlamento antes do término dos trabalhos, deixando o número de presentes insuficiente para obter quórum.

O tucano, então, pediu que a mesa chamasse os vereadores que estavam em seus gabinetes de volta, “ainda tem votação. A sessão não acabou”, disse. O comportamento, no entanto, não agradou ao 1º secretário, vereador Carlão Borges (PSB), que chamou a atenção do colega. Argumentou que os legisladores atendem nos próprios gabinetes e fora da Casa de Leis também e naquele momento não havia na pauta projetos para votar.

“Votar (o ofício) hoje ou terça-feira (próxima sessão) não vai mudar o prazo de resposta. Não vai fazer diferença para Campo Grande. E convocar os vereadores para retornar é papel da mesa diretora”, frisou, pedindo em seguida que Salineiro cuidasse do próprio mandato. O tucano respondeu que em momento algum chamou os colegas por conta. “Pedi para a mesa chamar”.

No entanto, pedindo a convocação ou não, ninguém retornou e com apenas 10 vereadores no parlamento, portanto sem quórum para qualquer votação, a sessão foi encerrada. Minutos antes, Salineiro havia ocupado a tribuna justamente para falar que há um mês enviou requerimento ao Executivo pedindo cópias do contrato e convênio com a CG Solurb, bem como com a JBS S/A, porém não houve respaldo.

Sendo assim, quer que a mesa diretora faça ofício com o mesmo objetivo. O vereador alega que os convênios firmados com a JBS movimentam mais de R$ 1 milhão, por isso quer detalhes. Já em relação à Solurb, argumenta que a empresa foi alvo de auditoria da PGM (Procuradoria Geral do Município) que, conforme a gestão passada, houve fraude na licitação.

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