Deputada de MS diz que bancada é contra, mas vota a favor de Reforma

Tereza Cristina é líder do PSB na Câmara Federal 
| 27/04/2017
- 14:37
Deputada de MS diz que bancada é contra, mas vota a favor de Reforma

Tereza Cristina é líder do PSB na Câmara Federal 

Líder do PSB na Câmara Federal, a deputada sul-mato-grossense Tereza Cristina usou o microfone durante a sessão de votação da nesta quarta-feira (26) para afirmar que seu partido votava contra o projeto do governo Michel Temer (PMDB). Mas, na hora de votar, a própria líder disse ‘sim’.

Ao microfone, durante transmissão ao vivo pela TV Câmara, o presidente Rodrigo Maia (DEM/RJ) pediu o posicionamento das bancadas. “O PSB vai encaminhar não ao mérito da Reforma”, afirmou a deputada, que foi aplaudida pelos deputados da oposição.

Maia seguiu pedindo os votos, mas Tereza Cristina pediu para concluir sua fala. “Existe um recurso pedindo para não fechar a questão no partido, que não foi julgado ainda, mas o partido encaminhou não a Reforma Trabalhista”.

Objeto de discussão durante a maior parte das 14 horas de argumentação da reforma na Câmara, a votação nominal foi um pedido da oposição. Por diversas vezes, deputados pediam para os aliados do governo que “dessem a cara a tapa” durante a votação.

A deputada federal foi procurada pelo Jornal Midiamaxnesta quinta-feira (27) para se pronunciar sobre a votação contrária ao posicionamento oficial do partido, mas não foi localizada. A assessoria de comunicação informou que a parlamentar falar ainda hoje sobre o assunto.

Votação

Cinco dos oito deputados federais por Mato Grosso do Sul votaram a favor da Reforma Trabalhista proposta pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) na noite desta quarta-feira (26). Carlos Marun (PMDB), Elizeu Dionizio (PSDB), Geraldo Resende (PMDB), Henrique Mandetta (DEM) e Tereza Cristina (PSB) foram favoráveis.

Apenas o ex-governador e atual deputado Zeca (PT), Vander Loubet (PT) e Dagoberto (PDT) foram contrários.

O texto foi aprovado por 296 votos a favor e 177 contrários e segue agora para o Senado. Entre outros, a reforma define pontos que podem ser fruto de acordo entre empresários e representantes dos trabalhadores, passando a ter força de lei.

 

 

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