Deputado diz que ficou quem era petista

 

Lideranças do Partido dos Trabalhadores se reuniram nesta segunda-feira (16) para falar sobre os rumos do partido após a saída da presidente Dilma Rousseff (PT) e a crise que o partido enfrenta nos últimos tempos. Em Mato Grosso do Sul, 53 vereadores (metade) e oito, de 14 prefeitos, deixaram o partido.

A reunião, que contou com a presença de deputados estaduais e federais, serviu para fazer uma avaliação do momento do partido, afinar o discurso e a forma de atuação do partido, também pensando na eleição de outubro.

“Avaliamos que quem era petista ficou. Muita gente entrou no partido quando ele estava em alta. Foi muito oportunismo nestes últimos anos. No governo Lula, em um período de conquista, crescimento, muita gente se aproximou. Agora, estes que não eram realmente petistas abandonaram o barco no momento de crise, dificuldade. Ficou quem comunga com a ideologia do partido e com estes que nós contamos para reestruturar”, analisou o deputado Pedro Kemp.

Sobre a ideologia, Kemp destaca a luta pela igualdade, justiça social, direito dos trabalhadores, políticas sociais e fortalecimento da democracia. “Estas são as marcas principais do PT, partido de esquerda. Quem fez de conta e entrou para se beneficiar saiu agora, mostrando que nunca foi de esquerda. Entrou por conveniência”, criticou.

O partido também definiu o discurso após a saída da presidente e entrada do vice, Michel Temer (PMDB). Eles prometem oposição e denúncia do que chamam de golpe. “Vamos denunciar o golpe e estas medidas que o Temer vem anunciando, de enxugamento, privatização, ameaças, que podem vir em relação aos direitos do trabalhador. As conquistas sociais. Vamos fazer oposição ao governo ilegítimo, denunciando estas ameaças a conquistas que tivemos nos últimos anos”, finalizou.  Na próxima semana o partido deve realizar uma reunião mais ampliada para falar justamente das prováveis candidaturas.