Política

Deputados do PT de MS reafirmam ser golpe andamento de impeachment

Alguns se dizem decepcionados com senadores do Estado

Midiamax Publicado em 10/08/2016, às 16h31

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Alguns se dizem decepcionados com senadores do Estado

A aprovação da denúncia contra a presidente afastada Dilma Roussef (PT) o que leva a decisão do impeachment para julgamento final em plenário do Senado Federal é vista como confirmação do golpe pelos deputados petistas de Mato Grosso do Sul. Dentre os quatro, todos se mostraram indignados com essa situação mais uma vez.

Pedro Kemp disse que já era esperado este prosseguimento e que é explicito o jogo de cartas marcadas. “Mais uma vez a gente percebe a confirmação de um golpe orquestrado pelo ex-presidente da Câmara de Deputados. Este processo é de um grupo de cartas marcadas e as acusações não se sustentam. É total questão política”.

“Sobre reversão, acho difícil. Tenho pouca esperança quanto a isso. Já sobre nossos senadores do Estado, estou totalmente decepcionados com eles, mas ao mesmo tempo, dois deles são de um partido que eram aliados do PT e hoje não são mais”, disse Kemp.

Amarildo Cruz, líder do PT na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), foi o mais otimista e afirmou que ainda tem esperança em mudança nesta questão. “Enquanto há vida, há esperança. Tudo é possível na política. Sou otimista. Já era de fato esperado, mas acho que a presidente deve procurar a justiça internacional e ela já está fazendo isso”.

“Com relação as senadores estaduais, pra mim esse é o pior Congresso Nacional já visto, do ponto de vista do preparo e da legitimidade. Precisamos de um reforma política urgente, mas acredito que siso só seja possível após as eleições de 2018, com um novo Congresso e não este”, destacou Amarildo.

João Grandão segue a linha dos colegas. “Cada vez mais se percebe que não tem crime alguma cometido pela presidente Dilma e é realmente um golpe que estão fazendo com ela”. Cabo Almi destacou que todos que estão votando pelo impeachment forma beneficiados pelo governo do PT.

“Todos que hoje estão lá votando pelo processo aprovado sem duvida foram beneficiados no governo do PT e agora estão contra. Já foi construído uma maioria para a cassação e se for analisar cada um ali, a pedalada vai implicar em todos. Sobre nosso senadores cada um tem o direito de escolhas, mas no caso do Pedro Chaves ele chegou onde está por uma suplência do nosso partido. Este sim me deixou surpreso, até por que o voto dele não faria diferença e nem mudaria o resultado”, explanou Almi.

Processo

Na madrugada desta quarta (10), por 59 votos a 21, o plenário do Senado aprovou o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que julga procedente a denúncia contra a presidenta afastada Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. Dilma agora vai a julgamento final pelo plenário do Senado.

Agora a acusação e defesa terão que apresentar, no prazo sucessivo de até 48 horas, respectivamente, o libelo acusatório e sua contrariedade, juntamente com até cinco testemunhas legais e mais uma extranumerária para cada uma das partes.

Pela parte da defesa de Dilma, José Eduardo Cardozo disse que vai utilizar as seis testemunhas. Já Miguel Reale Jr, advogado da acusação, comunicou que entregará em 24 horas o libelo acusatório e utilizará três testemunhas. A expectativa é que o julgamento final de Dilma ocorra no final do mês de agosto.

Com a decisão de hoje, Dilma vira ré no processo de impeachment. Na última etapa, após o depoimento das testemunhas, os senadores decidirão pela condenação ou a absolvição de Dilma. Na fase final, é preciso o voto de 54 dos 81 senadores para confirmar o impedimento. As sessões de julgamento devem ser agendadas a partir do dia 25 de agosto.

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