Política

Bernal diz que debandada de aliados era previsível e aponta ‘passado negro’

PPS e PDT tomaram rumos diferentes neste pleito

Jessica Benitez Publicado em 01/08/2016, às 16h27

None
bernal_biquinho.jpg

PPS e PDT tomaram rumos diferentes neste pleito

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), perdeu apoio de pelo menos dois partidos que estiveram na base aliada. PPS decidiu em convenção lançar candidatura própria à Prefeitura com o ex-vereador Athayde Nery e PDT anunciou apoio à vice-governadora Rose Modesto (PSDB). Para ele, a debandada era previsível diante do histórico de 'más companhias' das siglas.

“Não há surpresa nenhuma com relação ao Dagoberto, ex-Giroto e PDT, e Athayde ex-líder do Trad e ex-secretário do PSDB. É muito previsível que se juntariam aos Trads e ao PSDB. Com um ou com outro, mas sempre juntos e misturados”, disse ao Jornal Midiamax.

Nas falas, Bernal faz referência à eleição de 2012 na qual o deputado federal e presidente regional do PDT, Dagoberto Nogueira, foi candidato a vice-prefeito ao lado do secretário de Obras no governo André Puccinelli (PMDB), Edson Giroto (PR).

Neste mesmo pleito Athayde ocupou também o posto de vice na chapa encabeçada pelo então deputado federal e hoje governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Em 2014 o tucano recebeu apoio do PPS, tanto que o ex-vereador foi nomeado secretário Estadual de Cultura. Ele renunciou ao cargo há algumas semanas, justamente para poder disputar à Prefeitura.

“Mas a vida segue e vamos trabalhando por Campo Grande. Acredito que a melhor aliança é com Deus e o povo”, finalizou Bernal. A vereadora Luíza Ribeiro (PPS) tentou continuar na base aliada do chefe do Executivo, mas ficou decidido por maioria dos votos dos correligionários que a sigla teria candidatura própria.

Já o vereador cassado e ex-secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais, Paulo Pedra (PDT), se reúne nesta segunda-feira (1°) com Dagoberto. Isso porque a legenda definiu que se ele quiser tentar eleição à Câmara Municipal, terá que seguir o que foi decidido e apoiar Rose.

Jornal Midiamax