Santa Casa quer ‘relação estável’ com a Prefeitura, diz diretor na Câmara

Wilson Teslenco vai explicar a vereadores situação do hospital
| 05/05/2015
- 17:05
Santa Casa quer ‘relação estável’ com a Prefeitura, diz diretor na Câmara

Wilson Teslenco vai explicar a vereadores situação do hospital

A quer um contrato a longo prazo com a Prefeitura, de forma a suprir déficit mensal no custeio do maior hospital de Mato Grosso do Sul. O presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), Wilson Teslenco, está na Câmara Municipal nesta terça-feira (5) para explicar porque a unidade hospitalar interrompeu, a partir de hoje, parte dos atendimentos.

Segundo Teslenco, a negociação entre Santa Casa, Prefeitura e governo do Estado ocorre desde outubro de 2013, sem um acordo até o momento. Em resumo, o hospital reclama de déficit mensal de R$ 4 milhões, enquanto o município concordou, até o momento, em cobrir R$ 3 milhões.

A proposta da Santa Casa é firmar contrato de cinco anos com a Prefeitura, com valor a ser reajustado anualmente. “Precisamos de um clima de tranquilidade para fazer um trabalho melhor, não podemos ficar fazendo uma negociação a cada seis meses”, disse Teslenco, já na Câmara, onde deve fazer pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça.

“A Santa Casa não tem estabilidade, vive uma relação conflituosa (com a Prefeitura), queremos evoluir para uma relação estável”, emendou o presidente da ABCG. Na prática, segundo ele, a interrupção de serviços no hospital abrange o setor ambulatorial, ou seja, as consultas médicas, mantendo-se o atendimento de urgência e emergência, bem como as cirurgias.

Por fim, Teslenco alerta para o “risco grande” na indefinição envolvendo os repasses à Santa Casa da Capital. “Porque, se não houver uma boa gestão, implica em perder vidas, um resultado irreversível”.

O presidente da Câmara, Mario Cesar (PMDB), comentou que deve reunir-se com os demais vereadores para avaliar a possibilidade de repassar, à Santa Casa, parte dos recursos de suplementação à saúde feita em 2014, no valor de R$ 70 milhões. O parlamentar disse concordar com a necessidade de fazer planejamento a longo prazo para atender financeiramente o hospital.

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