Política

No Senado, Collor diz que foi “constrangido e humilhado” e critica Janot

 Ele criticou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pelos inquéritos de políticos

Jessica Benitez Publicado em 14/07/2015, às 22h03

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 Ele criticou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pelos inquéritos de políticos

O senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL) voltou a criticar a ação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis do político e de outros dois senadores nesta terça-feira (14) como parte da operação Lava Jato. 

Na manhã desta terça-feira, agentes da PF cumpriram 53 mandados de busca e apreensão em seis Estados e no Distrito Federal. Em discurso feito na tribuna do Senado, ele criticou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pelos inquéritos de políticos com mandato.

“A truculência da operação de busca e apreensão sob o comando do Ministério Público Federal envolvendo integrantes do Congresso Nacional, inclusive eu próprio, extrapolou todos os limites do Estado de Direito. Extrapolou todos os limites constitucionais. Extrapolou todos os limites da legalidade”, declarou.

“Os agentes sob as ordens de Rodrigo Janot literalmente arrombaram o apartamento de meu uso como senador da República em Brasília”, disse. Collor disse ainda que a operação foi “espetaculosa” e “midiática”, “com vários helicópteros e dezenas de viaturas, absolutamente desnecessárias”, e que foi “maldosamente orquestrada pelo procurador-geral da República com o único intuito mesquinho e mentiroso de vincular a uma investigação criminosa bens e valores legalmente adquiridos” .

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), onde tramitam os inquéritos que apuram a participação de políticos com foro privilegiado suspeitos de participarem do esquema da Lava Jato.

Segundo Collor, a “perseguição” de Janot a ele não vem de hoje. “Repudio a aparatosa operação policial. Fui submetido a um atroz constrangimento”, declarou. Ele criticou ainda o fato de a busca ocorrer agora sendo que os fatos “são investigados há dois anos”.

“Pergunto: isso é ou não é uma tentativa de imputação prévia de culpa sordidamente encomendada pelo senhor Janot?” Ele disse ainda que Janot faz “autopromoção” e se acha “o cara”. “Constrangido fui, humilhado também fui, mas intimidado jamais serei.”

Jornal Midiamax