Deputado não quer disputar prefeitura pelo PMDB

O deputado estadual (PMDB) vai acionar a Justiça, ainda neste mês, para garantir o direito a manter o mandato e não ficar inelegível por oito anos se trocar de partido para concorrer a prefeito de no ano que vem.

O deputado não quer concorrer pelo PMDB por alegar perseguição e vê na ação judicial uma saída para evitar retaliações, visto que o próprio governador André Puccinelli (PMDB) já anunciou que o deputado perderá o mandato se deixar a sigla.

Marquinhos aguarda a criação de um novo partido, o que lhe garantiria a troca sem risco. Mas, se isso não acontecer, pretende ir para um partido já existente. Para isso, quer uma decisão judicial que lhe dê parecer favorável.

Na ação o deputado incluirá diversos fatos que, na avaliação dele, comprovam a perseguição que sofre no PMDB. A lista inclui boicote ao nome dele na disputa de cargos importantes na Assembleia e até a recusa a um pedido pessoal para continuar: a presidência do PMDB em Campo Grande.

“Eu ouvi, nos bastidores, que receberam o pedido com ironia. Estão ameaçando que vou perder o mandato, falando que vão buscar não só o meu mandato, mas também oito anos de inelegibilidade. Vou tomar uma decisão até o final do mês”, declarou.

Peemedebistas citam Marquinhos como um dos pré-candidatos do partido em 2016, mesmo ele afirmando que não pretende concorrer. O líder do PMDB na Assembleia, Eduardo Rocha (PMDB), é um dos que citam o deputado como favorito, caso Puccinelli não queira. Porém, Marquinhos diz temer que façam com ele o que fizeram com o irmão, Nelsinho Trad (PMDB), que segundo a família, foi traído por peemedebistas durante a campanha.