Política

Governo se reúne para avaliar prisão de Delcídio e escolher novo líder

Governo tem quatro vice-líderes

Evelin Cáceres Publicado em 25/11/2015, às 13h56

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Governo tem quatro vice-líderes

Os ministros do núcleo mais próximo à presidente Dilma Rousseff se reúnem na manhã desta quarta-feira (25) para avaliar a prisão do senador Delcídio Amaral (PT), líder do governo no Senado, preso pela Polícia Federal por tentar obstruir as investigações da Operação Lava-Jato.

Segundo apurado, o Palácio do Planalto deve se pronunciar ainda nesta quarta sobre qual dos quatro vice-líderes que devem assumir o cargo interinamente. A presidente Dilma, que está gripada, não deve participar da reunião, mas deve enviar sua opinião. Os vice-líderes do governo no Senado são: Hélio José (PSD-DF), Paulo Rocha (PT-PA), Wellington Fagundes (PR-MT) e Telmário Mota (PDT/RR). Delcídio estava no cargo desde abril deste ano. 

Caberá ao plenário do Senado decidir sobre a prisão do líder do governo na Casa, senador Delcídio Amaral (PT-MS). De acordo com a Constituição Federal, desde a expedição do diploma, deputados federais e senadores não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. A prisão do petista, contudo, foi preventiva. O pedido autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi feito pelo Ministério Público Federal. Coube a Polícia Federal cumprir a determinação.

O STF tem agora 24 horas para comunicar o Senado sobre sua decisão para que os senadores decidam, por maioria dos votos, se mantém ou revogam a prisão. O Senado terá que interpretar a Constituição para saber se serão necessários 41 votos para que ele continue preso ou seja liberado.

Caberá ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), outro alvo da Operação Lava Jato, conduzir a sessão que decidirá o futuro de Delcídio. Segundo interlocutores, Renan foi comunicado da prisão do colega na manhã de hoje pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por telefone.

É a primeira vez que um senador é preso no exercício do cargo. O gabinete dele e a liderança do governo no Senado foram alvos de busca e apreensão.

Jornal Midiamax