Política

Diretor de Puccinelli deve ficar com comissão mais importante da Assembleia

Barbosinha foi diretor da Sanesul na gestão de Puccinelli e agora deve presidir comissão mais importante

Midiamax Publicado em 19/02/2015, às 15h20

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Barbosinha foi diretor da Sanesul na gestão de Puccinelli e agora deve presidir comissão mais importante

Os deputados ainda não bateram o martelo, mas tudo indica que o ex-diretor da Sanesul na gestão de André Puccinelli (PMDB) e agora deputado estadual de primeiro mandato, Barbosinha (PSB), deve ficar com a Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Assembleia Legislativa.

A comissão é a única que ainda não tem presidente por conta da disputa de deputados. Maurício Picarelli (PMDB) e Lídio Lopes (PEN) também eram candidatos, mas devem ceder o lugar para Barbosinha. A informação foi confirmada pelo deputado Flávio Kayatt (PSDB), que revelou a possibilidade do deputado Picarelli de abrir mão da presidência para Barbosinha.

Segundo Kayatt, o problema agora é encontrar um lugar para Lídio, que empenhado em presidir a CCJ, acabou ficando sem a presidência de nenhuma comissão. Indagado se desistirá da disputa, Lídio disse apenas que até o deputado Picarelli votaria em Barbosinha.

A disputa pela CCJ é acirrada porque ela é responsável por barrar ou deixar tramitar projetos na Casa. Hoje a CCJ é composta por Lídio, Kayatt, Barbosinha, Picarelli e Amarildo Cruz (PT). Lídio e Barbosinha chegaram ao posto por articulação do bloco dos partidos pequenos, que garantiu duas vagas, tirando uma do PMDB.

A grande dúvida agora é em relação ao comportamento de Barbosinha e Lídio, ambos ligados ao ex-governador André Puccinelli. Amarildo é da oposição e o PMDB tem um pé na oposição por conta da intenção de voltar ao governo. Neste caso, basta Barbosinha ou Lídio resolver se juntar a Picarelli e Amarildo para Azambuja ter problemas.

Diante do impasse o novo governador tem que administrar a insatisfação de Picarelli e Lídio. Preteridos, eles não têm compromisso nenhum com Azambuja, o que os deixa liberado para seguir com Amarildo no caso de projetos mais polêmicos. Junior Mochi deu até a próxima terça-feira para os deputados decidirem quem será o presidente da comissão mais importante, única sem presidente.  

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