Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (25), os deputados da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) deram destaque ao debate sobre queda no número de professores concursados, bem como sobre a equiparação dos salários dos professores efetivos e temporários do Estado.

Segundo o deputado Pedro Kemp (PT), que levou a discussão à Casa de Leis, o número de professores concursados nas escolas estaduais do Brasil chegou ao menor patamar dos últimos dez anos, padrão que também é sustentado no Estado. “Mato Grosso do Sul tem 70% dos professores contratados e 30% efetivos”, pontuou.

Conforme dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que fazem parte do estudo do Movimento Todos Pela Educação, em 2013, havia 505 mil professores concursados, o que representava 68,4% do total de docentes nas redes estaduais, enquanto 230 mil eram contratados temporariamente.

“Temos que enfrentar essa situação e levar a reflexão junto ao Estado. O cenário é preocupante. O professor temporário é para suprir eventual ausência. Ele acaba atuando por dois anos, podendo ser substituído, não possui Plano de Cargo e Carreira, está sempre na dúvida se irá voltar para sala de aula e não recebe o mesmo acompanhamento de qualificação”, disse o deputado Pedro.

Os deputados Caravina (PSDB), Professor Rinaldo Modesto (Podemos), Roberto Hashioka (União) e Neno Razuk (PL) também apoiaram o discurso e defenderam a realização de concursos.

Tanto Rinaldo quanto Neno pontuaram a importância do professor efetivo, principalmente no que diz respeito ao acompanhamento de alunos com necessidade especias, considerando a necessidade de criar-se um vínculo entre professor e aluno.

“Quem mais sofre é esse aluno, que precisa se acostumar com o professor, criar um vínculo, e aí, quando há troca, ele precisa passar por todo esse sofrimento e adaptação de novo”, disse Neno com relação ao caso de crianças com autismo.

Além disso, os deputados falaram sobre a importância de uma maior valorização salarial, principalmente para os professores temporários, que ganham cerca de 50% a menos do que os professores concursados.

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