Política

85% dos leitores acham que denúncias de tapa-buracos vão virar pizza na Prefeitura

Para 58% dos participantes de enquete, denúncias não serão apuradas

Midiamax Publicado em 19/02/2015, às 19h02

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Para 58% dos participantes de enquete, denúncias não serão apuradas

As denúncias de irregularidades nos serviços de tapa-buracos em Campo Grande, algumas delas registradas em vídeo, não serão apuradas pela Prefeitura. Pelo menos este é o entendimento dos leitores do Jornal Midiamax, como mostra resultado de enquete sobre o assunto.

Conforme a consulta, 58% dos leitores entendem que o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), não vai apurar indícios de fraude nos tapa-buracos. Por outro lado, 11% acham que ele irá apurar e tomar providências em relação ao assunto.

Na visão de 27% dos participantes da enquete, Olarte vai apurar, mas não vai tomar providências – totalizando 85% para os quais o caso vai acabar em ‘pizza’. Há, ainda, 4% que votaram na opção “não sei”.

A enquete, da qual participaram 3,4 mil leitores, não tem caráter de pesquisa ou de amostra científica. Os dados são coletados a partir de questionamento que fica, por dias, postado no portal, oferecendo quatro possibilidades de resposta.

Flagrantes

Os serviços de tapa-buracos em Campo Grande estão na berlinda desde meados de janeiro. Na ocasião, um vídeo foi parar nas redes sociais mostrando funcionários de uma empreiteira tapando buracos inexistentes em rua nas imediações do Parque dos Poderes.

Antes deste caso, algumas denúncias neste sentido vinham sendo feitas por leitores e, depois do vídeo, outros registros acabaram surgindo. Em um deles, funcionários de uma empreiteira tapam buracos debaixo de chuva, em prática considerada incorreta.

‘Armação’ e ‘respostas’

Tão logo o caso foi à tona, o prefeito falou que o vídeo poderia ser resultado de armação política. Depois, assessores da Prefeitura apareceram com um funcionário da empreiteira Selco Engenharia, responsável pelo serviço no local em questão, supostamente demitido pela empresa, tentando explicar porque teria tentado tapar buraco onde não havia imperfeição no asfalto.

Em seguida, a Prefeitura garantiu que suspendeu os contratos com a Selco. Pressionada a abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o assunto, a Câmara Municipal pediu explicações ao secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Valtemir de Brito, o Kako.

Este, por sua vez, prometeu responder tudo até o dia 26 de fevereiro, quinta-feira. Inicialmente, informou que mantém 34 contratos, totalizando R$ 91 milhões, para serviço de tapa-buracos na cidade, sendo todos firmados em gestões anteriores.

Jornal Midiamax