A CPI da Folia, já engavetada duas vezes na Câmara Municipal, poderá ressurgir novamente, mas só depois das eleições, marcadas para outubro. O vereador Chiquinho Telles (PSD), que encabeça a ideia de apurar denúncias de desvio de verbas na Fundac (Fundação Municipal de Cultura), voltou a afirmar, nesta quinta-feira (17), que vai insistir na comissão.

“É atribuição da Câmara investigar também”, comentou o parlamentar, durante a última sessão antes do recesso. A afirmação é uma resposta a colegas que desistiram de apoiar a criação da CPI, apoiando-se no argumento de que as denúncias foram levadas, também, ao MPE (Ministério Público Estadual).

Na visão de Telles, os promotores podem levar “de um a dois anos” para investigar o caso, já que o MPE tem outras atribuições e outras investigações a fazer. Em contrapartida, continua o vereador, uma CPI na Câmara terá prazo estipulado – e de curto prazo – para mostrar resultados.

Telles sabe que o recesso e a campanha eleitoral o obrigam a adiar os planos. “A casa não pode ficar sem saber para onde foi o dinheiro”, insiste ele, que tem 13 colegas disputando as próximas eleições.

Até agora, ele conseguiu juntar nove das dez assinaturas que precisa para instituir a CPI da Folia. O colega Coringa (PSD) chegou a assinar, mas recuou após ter dito que havia dado o aval sem ler o conteúdo do que assinava, atitude “muito grave”, na forma de ver do correligionário.