Política

Para Puccinelli, solução definitiva para conflitos indígenas seria ‘gol de placa’ do governo federal

O governador André Puccinelli disse, durante agenda na manhã desta quinta-feira (6) que a solução do conflito sobre a demarcação das terras indígenas em Mato Grosso do Sul seria um “Gol de placa” para o governo federal.  A fala foi feita durante a entrega de viaturas da segunda etapa do programa Estratégia Nacional de Fronteiras […]

Arquivo Publicado em 06/03/2014, às 17h09

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O governador André Puccinelli disse, durante agenda na manhã desta quinta-feira (6) que a solução do conflito sobre a demarcação das terras indígenas em Mato Grosso do Sul seria um “Gol de placa” para o governo federal.  A fala foi feita durante a entrega de viaturas da segunda etapa do programa Estratégia Nacional de Fronteiras (Enafron).

De acordo com o governador, ele vai se dispõem a colocar a mão no bolso e pagar a diferença entre o que o governo federal ofereceu pelas benfeitorias na terra e o que os fazendeiros querem.

 “É pouca diferença (entre o que o governo que pagar e o que os fazendeiros pedem). O governo quer pagar R$117 milhões e eles querem R$ 120 milhões. Se preciso for eu pago a diferença de R$ 3 milhões para colocar os índios definitivamente como povo brasileiro”, falou.

Para Puccinelli a solução definitiva do conflito das demarcações das terras indígenas no Estado seria um “gol de placa” para o governo federal.

“O governo federal entendeu que os valores colocados estão inflaestimados está disposto a mudar. Já começou bem, disseram que pagariam com precatórios da união e os precatórios não tem fila nenhuma, então em 2015 os produtores já receberiam. Então já houve adiantamento, mas não tem solução final. Eu creio que está próximo de acontecer, não está tão longe. Seria gol de placa. Gol de placa se chuta fora do gol?”

Benfeitorias

A finalidade do governo federal ao avaliar as propriedades, que somam aproximadamente 15 mil hectares, é entregar a área para a Fundação Nacional do Índio (Funai), para ampliação da Aldeia Buriti de dois mil para 17 mil hectares.

Na região de Sidrolândia são 30 propriedades envolvidas na avaliação conduzida pelo Incra, Funai e Secretaria do Patrimônio da União (SPU). As autarquias avaliaram as benfeitorias e a área em R$ 78,5 milhões, aproximadamente R$ 5,5 mil por hectare.

Jornal Midiamax