Vice-presidente do PMDB critica ‘blocão de parentes’ formado por Nelsinho Trad em MS

"Equipe de governo que só tem parente ou grupo fraternal não é política", diz Esacheu. Ele se refere aos familiares de Nelsinho: Fábio, Mandetta, Marquinhos, Siufi, Otávio, Mazina e Antonieta.
| 09/08/2013
- 19:08
Vice-presidente do PMDB critica ‘blocão de parentes’ formado por Nelsinho Trad em MS

“Equipe de governo que só tem parente ou grupo fraternal não é política”, diz Esacheu. Ele se refere aos familiares de Nelsinho: Fábio, Mandetta, Marquinhos, Siufi, Otávio, Mazina e Antonieta.

O vice-presidente estadual do PMDB, Esacheu Nascimento, rechaça o discurso feito pelo ex-prefeito de Campo Grande, (PMDB), e o primo, vereador Paulo Siufi (PMDB), na luta para conseguir disputar o Governo do Estado em 2014. Brigando para ser o escolhido, Nelsinho sustenta que tem uma equipe que trabalha para chegar ao Governo do Estado, mas não convence quem é contra a criação de grupos.

“Equipe de governo que só tem parente ou grupo fraternal não é política. Tem que ter espaço para as pessoas que comungam de um mesmo ideal, sejam representantes da sociedade e atendam aspirações coletivas”, criticou Esacheu.

O vice-presidente do PMDB entende que a vice-governadora Simone Tebet seria a mais indicada para abrir este espaço para os diversos setores, sem visar interesses de amigos ou grupos. “A Simone tem esta condição de levar o nome do partido em frente”, analisou.

A justificativa de que tem uma equipe por trás da candidatura é dada por Nelsinho para dizer que não desistirá da candidatura ao Governo do Estado. Recentemente, o primo do ex-prefeito, vereador Paulo Siufi, criticou a indefinição do partido na escolha do candidato. Siufi observou que é preciso ter cuidado neste processo, que na avaliação dele envolve sonhos do candidato, parentes, amigos e eleitores.

No comando da prefeitura de Campo Grande, Nelsinho Trad entregou a Secretaria de Saúde para dois parentes. O primeiro a assumir o posto foi o primo do ex-prefeito, agora deputado, Luiz Henrique Mandetta (DEM). Com a saída do primo, Nelsinho garantiu lugar ao cunhado, . A gestão de Nelsinho também abriu espaço para a então primeira-dama, Antonieta Trad, que ocupou a Secretaria de Assistência Social.

Rivalidade

Esacheu e Nelsinho não têm uma boa relação. A briga da dupla já envolveu questões familiares, incluindo Fábio Trad e Marquinhos Trad na discussão, mas tem como ponto principal a preferência declarada de Esacheu por Simone para disputa do Governo do Estado.

A defesa de Esacheu a candidatura da vice-governadora já causou vários desentendimentos e fez lideranças afastá-lo do comando. Porém, não evitou o racha, evidenciado pela divisão quando o assunto é a escolha entre Simone e Nelsinho. Embora lideranças digam que a discussão é tranquila, entre os filiados o clima é de disputa acirrada.

O presidente do PMDB, Junior Mochi, diz que Nelsinho leva vantagem. Já Esacheu afirma que a maioria dos filiados vota em Simone. Com isso, o partido continua sem candidato declarado e dependendo da vontade de Simone e do governador André Puccinelli (PMDB). Simone afirma que prefere o Senado ao Governo, o que pode facilitar a vida de Nelsinho. Neste caso, o partido só terá problema se Puccinelli decidir concorrer ao Senado, o que faria um dos interessados ficar sem mandato em 2014.

Veja também

Após quatro retiradas de pauta da Assembleia, Agems prorrogou autorizações, que venceriam no dia 17 de agosto

Últimas notícias