O casal morto carbonizado era amigo e tinha negócios com os suspeitos de cometer o crime no ano passado em , a 323 quilômetros de Campo Grande. As vítimas eram Leide Jasmim Rodrigues, de 21 anos, e um homem, que foram encontrados em lados opostos da cidade com pouco tempo de diferença.

Segundo o Delegado de Polícia Civil da cidade, Ricardo Henrique Cavagna, as vítimas e suspeitos eram amigos muito próximos, tinham negócios e viajavam juntos. 

A dupla suspeita foi presa durante a Operação ‘Fogo Amigo' nessa quarta-feira (28), em Bauru (SP), município onde moravam. Eles ainda não foram ouvidos pelas autoridades policiais e devem ser levados para Três Lagoas na próxima semana, onde serão indiciados e interrogados pelos homicídios.

Operação 

Foram sete meses de investigação da Polícia Civil que culminou na deflagração da Operação ‘Fogo Amigo', com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo. 

Dois alvos foram presos, sendo que um deles ainda foi autuado em flagrante suspeito pelo crime de tráfico de drogas, com a apreensão de grande quantidade de substâncias entorpecentes.

As investigações culminaram na apuração dos envolvidos, com a definição das autorias, meios empregados e motivações. Com isso, os mandados de busca e apreensão foram expedidos.

Corpos carbonizados

A Polícia Civil identificou como Leide Jasmim Rodrigues, de 21 anos, a mulher encontrada carbonizada no dia 22 de julho de 2023, e investiga possível ligação com o outro corpo carbonizado achado no mesmo dia.

Moradora em Ponta Porã, a jovem estaria de passagem em Três Lagoas, onde teria permanecido por 22 dias e seguiria para São Paulo, segundo informado por familiares.

Ambos os corpos foram encontrados em lados opostos da cidade de Três Lagoas, com pouco tempo de diferença. De acordo com o delegado, Marcílio Ferreira, o primeiro corpo foi o da mulher e o segundo cadáver, de um homem.

Tatuagem de ‘Madre' e digitais devem ajudar na identificação de corpos carbonizados em Três Lagoas. O homem estava às margens da BR-158, próximo ao bairro Montanini, a cerca de 9 km do local onde o primeiro corpo queimado foi encontrado, que fica próximo à Unei (Unidade Educacional de Internação).