Equipe do Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de Douglas Pereira Valdez, conhecido como “Doguinha”. Ele é suspeito de ter participado de uma emboscada a um policial civil, de 50 anos, no último sábado (20), em Campo Grande. O homem desapareceu no Rio Aquidauana após ser alvejado durante troca de tiros com policiais.

As buscas pelo corpo tiveram início no domingo (21) e o corpo foi encontrado no início da manhã desta segunda-feira (22). A informação foi confirmada pelo delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Roberto Gurgel, durante coletiva de imprensa. Militares ainda buscam a pistola de 9 milímetros que estava com o suspeito.

Douglas e o irmão, Alexandro Pereira Valdez – que também participou da emboscada contra o policial e morreu horas após o crime, durante confronto – foram localizados por policiais do Garras e Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) em uma chácara, na região rural de Rochedo, a 81 quilômetros de Campo Grande.

Delegado-Geral da Polícia Civil, Roberto Gurgel (Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax)

Segundo Gurgel, o dono da propriedade vai responder por favorecimento real. O proprietário é sogro da irmã dos suspeitos e teria abrigado Douglas e Alexsandro em outra ocasião.

Os suspeitos fazem parte de uma família de criminosos na região de Ponta Porã, cidade no sul do Estado que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Eles também são irmãos de Márcio Pereira Valdez, assassinado dentro de um ônibus em dezembro de 2022, em Campo Grande.

Os irmãos são suspeitos de diversos crimes na região de fronteira, entre eles: o roubo de uma caminhonete de um policial militar, em ponta Porã; roubo de uma arma .40, de um outro policial; roubo de uma caminhonete que pertence ao secretário Municipal de Segurança Pública de Ponta Porã; sequestro e assassinato do filho de um policial no Paraguai e um homicídio no país vizinho.

O delegado geral da Polícia Civil também informou que policiais encontraram um veículo Idea, branco, com duas perfurações no Bairro Jardim São Conrado. O carro estava na garagem de uma casa onde foram encontradas duas granadas, 109 munições de 9 milímetros, 6 de calibre .38, além de três carregadores.

Emboscada

Segundo o boletim de ocorrência, o policial chegou ferido no tórax e se apresentou como policial civil. No Batalhão, ele disse que sofreu uma emboscada quando estava na residência do filho e teve o veículo, um Golf, de cor vermelha, crivado pelos tiros. A arma do policial, celular, carteira, todos os objetos foram recolhidos sujos de sangue.

O veículo permaneceu no pelotão da PM, onde foi realizada perícia, que constatou 21 perfurações de dentro para fora e de fora para dentro, indicando que houve troca de tiros.

O policial foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros até a Santa Casa, onde permanece internado. Nesta manhã, ele passou por cirurgia e seu estado de saúde é estável.