Eduardo Ferreira, de 20 anos, que estava sendo acusado de participar do assassinato de Fábio Aparecido da Silva de Oliveira, de 26 anos, no Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante e População de Rua), foi absolvido durante o julgamento no Tribunal do Júri, em , nesta terça-feira (2).

O julgamento, que começou nas primeiras horas da manhã desta terça, encerrou no começo da tarde com o réu sendo absolvido pelos jurados. 

O crime ocorreu na noite do dia 8 de maio de 2022. Eduardo Ferreira é apontado como partícipe no caso, porque segurou Fábio Aparecido da Silva Oliveira para que Clélio Aparecido da Silva Santos desferisse as três facadas que o mataram. O executor, Clélio, morreu no final do ano passado, antes da data marcada para o júri, em outubro de 2023. 

A denúncia do Ministério Público indica que Eduardo, de fato, segurou a vítima. Ele, por sua vez, nega a intenção de auxiliar no crime e disse que apenas conteve Fábio para que ele não partisse para cima de Clélio, que estava com uma faca na mão. “Não foi na intenção de segurar para o Clélio dar a facada, porque ele [Fábio] já tinha tomado outras facadas. Foi só para ele não ir para cima, tanto que eu me assustei e fui embora, porque nunca tinha visto isso”.

O jovem foi preso sete meses depois e disse ter evadido o abrigo por medo de “comparsas” de Fábio. “Nem sabia que tinha mandado [de prisão] contra mim”.

Clélio Aparecido da Silva Santos, por sua vez, foi preso quatro dias depois do crime, em 12 de maio de 2022, por agentes da guarda municipal no Centro POP (Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua).