Antônio Joaquim Mendes Gonçalves da Mota, também conhecido como ‘Motinha’ e ‘Dom’, foi denunciado por organização criminosa internacional pelo MPF (Ministério Público Federal) de Mato Grosso do Sul. A ação processual é decorrente da Operação Magnus Dominus, deflagrada pela PF (Polícia Federal) no dia 30 de junho.

Além de ‘Motinha’, que está inscrito na lista de Difusão Vermelha de procurados pela Interpol, mais 16 pessoas foram denunciadas. Algumas já estão presas, como Iuri Silva de Gusmão, vulgo ‘Légio’, que ocupa uma das celas do Presídio Federal de Campo Grande.

‘Légio’ é apontado pela PF como o responsável pelo exército de mercenários arregimentados para fazer a segurança de ‘Motinha’ e ao mesmo tempo garantir o funcionamento dos negócios do ‘Clã’ Mota, conforme apurou reportagem do Jornal Midiamax.

Entre os contratados estão um romeno, um grego, um italiano e dois franceses. Os demais criminosos que engrossam a lista são todos brasileiros. As investigações revelam que eles davam apoio aos negócios ilícitos de ‘Motinha’, que conseguiu fugir de helicóptero de uma fazenda em Pedro Juan Caballero.

As denúncias do MPF foram embasadas em inquérito policial para apurar a ação de um grupo que estaria a serviço do tráfico internacional de drogas entre o Brasil e o Paraguai, com atuação nas cidades gêmeas de Ponta Porã, no MS e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.