Moradores da região do bairro Jardim Tijuca, em Campo Grande, reclamam da alta velocidade de motoristas que trafegam na Rua Dinamarca, onde aconteceu o acidente com a caminhonete S10 e duas motocicletas, neste domingo (29).

Uma das moradoras contou ao Jornal Midiamax que fica sempre com medo, já que muitas vezes está na calçada e os carros passam em alta velocidade. Ela também fala sobre o medo de crianças serem atropeladas, visto que existe uma praça nas proximidades.

No cruzamento onde ocorreu o atropelamento há a sinalização horizontal e vertical, portanto, o motorista da S10 não teria respeitado a sinalização interceptando as duas motocicletas. Para a moradora, só um semáforo poderia acabar com a alta velocidade e acidentes.

Outro morador contou que quase já foi atropelado em uma rua acima da Dinamarca devido à alta velocidade dos motoristas. “Só se ficar um guarda aplicando multa o tempo todo”, disse o morador. 

Vestígios do acidente que aconteceu no bairro Tijuca no último domingo (Alicce Rodrigues, Midiamax)

Dirigindo bêbado

Segundo o delegado Rodrigo Camapum, o motorista fez o teste do bafômetro e deu positivo para embriaguez. Em depoimento, ele contou que bebeu, apenas, uma lata de cerveja no início da tarde de domingo e que estava na casa de amigos, quando saiu para buscar outras pessoas para irem até a residência.

De acordo com o delegado, o motorista interceptou a trajetória das motocicletas e vai responder por homicídio qualificado na direção de veículo automotor e por duas lesões corporais. 

O acidente

O motociclista que pilotava a motocicleta, de cor vermelha, ao cruzar a Rua Dinamarca, acabou sendo atingido pelo motorista da caminhonete S10, que também atingiu a outra motocicleta no cruzamento com a Rua Souto Maior. 

Com a batida, a caminhonete passa por cima da vítima que morre no local. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado. Três homens estavam na caminhonete. Segundo apurado, eles não seriam do Estado e estariam em Mato Grosso do Sul a trabalho. Inclusive a caminhonete em questão seria alugada.

“Acidentes recorrentes, é direto, direto. Aqui já não resolveria mais elevar o quebra-molas, resolveria um semáforo porque ninguém aguenta mais. Aqui, em horário de escola, onze e meia, meio-dia, cinco horas da tarde, quando as crianças saem da escola e passam neste cruzamento é uma loucura, ninguém para, é criança passando no meio de carro, é um perigo e é acidente direto. No chão está apagado o pare da Dinamarca. Tem a placa do pare, às vezes não vê, falta de atenção”, disse Evelin de Brito Lopes, comerciante.