A defesa do padrasto de Sophia alegou, durante segunda audiência de instrução que ocorre na tarde desta sexta-feira (19) no Fórum de , que o material genético de outro homem foi encontrado pela perícia em uma colcha na residência da família. Além disso, os advogados utilizarão os laudos de incompatibilidade do material genético fornecido pelo padrasto, com o recolhido após constatado o crime de estupro contra a menina.

Segundo os advogados Pablo Gusmão e Willer Souza, foi encontrado um cobertor em um cômodo da casa com material genético. “Foi encontrado material genético e periciado como sendo de outro homem, está escrito no laudo que não é compatível com o do padrasto, é de outro homem”, afirma Pablo.

O Willer ainda informou que o padrasto confirmou apenas as agressões, mas que não tinha a intenção de matar Sophia. “O que ele fala é que foi corrigir a menina, isso é diferente de ter agredido para alcançar o resultado morte, que não é o caso”, afirma.

Foto: Fábio Oruê – Jornal Midiamax

A defesa ainda explicou que, em relação às conversas de que o padrasto e a de Sophia tiveram antes da para “arquitetar” como explicariam a morte dela, o intuito era explicar sobre as lesões. “O que ele fala ali [nas mensagens] é sobre as lesões, e não porque tinham matado ela”, afirma Willer.

A defesa da mãe de Sophia afirmou que não irá se manifestar antes da audiência, uma vez que assumiu o caso recentemente. Na primeira audiência de instrução do processo, ocorrida no dia 17 de abril deste ano, a ré era assistida pela Defensoria Pública.

A defesa do padrasto requereu que ele aguardasse os depoimentos das testemunhas, do lado de fora do Plenário. Por isso, a defesa da mãe também pediu para que ela fosse retirada.

Testemunhas relatam festas no imóvel

Três testemunhas, incluindo vizinhos e uma agente de saúde responsável pela região onde Sophia morava, são ouvidas nesta tarde. Uma vizinha relatou que, quando saía para trabalhar, passava em frente à casa da família e “percebia que era desarrumada, mas sempre ouvia crianças e cachorro chorando”.

A vizinha ainda informou que o pai, que mora com ela, presenciava a mãe e o padrasto fazendo festas, com entrada de várias pessoas, e que “ficavam até o amanhecer”. “Eu ouvia eles batendo nos cachorros”, afirmou a testemunha.

Uma agente de saúde afirmou que entrou na residência apenas uma vez, quando estranhou várias caixas com roupas empilhadas. “Tinha fezes de animais também e muita bagunça”, disse. Ela ainda confirmou que os vizinhos relataram para ela que o casal costumava dar festas.

Outro vizinho relatou que, em uma dessas festas, teria visto “quatro rapazes novos entrando na casa”. Segundo ele, as festas não incomodavam e ocorriam em alguns finais de semana. Ele relatou que também ouvia os cachorros da casa chorando.