Laudelino Ferreira Vieira, de 44 anos, ‘Lino’, que fugiu do Presídio de Segurança Máxima em Campo Grande em junho de 2021, foi capturado na noite de segunda-feira (23) em Valle Sanchez, na .

Ele foi preso após trabalho coordenado entre agentes da Divisão de e da Polícia Federal do Brasil.

Laudelino foi condenado a 80 anos de prisão por organização criminosa, roubo, homicídio, porte ilegal de armas, associação criminosa e tráfico de drogas.

Membro do PCC, ele é apontado como mentor dos roubos de três aeronaves em setembro de 2021 em . Lino dava ordens para o restante da quadrilha por videochamadas, de um lugar ainda desconhecido. 

O ministro de Governo, Eduardo del Castilho, confirmou a captura. Durante interrogatório policial, o autor tentou esconder a identidade se passando por outra pessoa, mas depois acabou confessando a identidade.

Ele foi extraditado e entregue para as autoridades brasileiras. 

A polícia investiga que atividade ele exercia em Santa Cruz, onde ficou escondido. 

Fuga

Lino fugiu do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima, em Campo Grande, na madrugada do dia 1º de junho de 2021.

Na época, a suspeita era de que uma funcionária do presídio teria ajudado na fuga e Lino saiu em um caminhão da cozinha.

Ficha criminal

‘Lino’ tem extensa ficha criminal e acabou preso em 12 de julho de 2010, na BR-262, em Terenos. Na época, ele era acusado de liderar uma quadrilha de roubo de carros e de ser o chefe do bando responsável pelo roubo de três aeronaves de uma empresa de táxi aéreo, em janeiro de 2004, em Corumbá.

Na ocasião, foi assassinado o piloto e empresário corumbaense Luiz Fernandes de Carvalho. A quadrilha liderada por Lino teria roubado 36 veículos num período de 18 meses, entre 2005 e 2006, apenas no lado brasileiro da fronteira de Corumbá com a Bolívia. No mesmo período, o bando foi apontado como responsável por 31 roubos de veículos em Arroyo Concépcion, Puerto Quijarro e Puerto Suárez.

Laudelino e outros dois envolvidos no roubo das aeronaves chegaram a ser presos pela Polícia da Bolívia com um dos aviões. No entanto, a justiça boliviana os liberou ainda no primeiro semestre de 2004. Foi então que eles passaram a agir na fronteira com Corumbá, roubando veículos em estradas que dão acesso aos assentamentos e dentro da Bolívia. A Polícia corumbaense chegou a espalhar cartazes com fotos do bando, mas não conseguiu prendê-los.

Lino ainda foi acusado de envolvimento no assassinato do cabo da de Corumbá, Rudy Mendonça, 43, ocorrido em 19 de janeiro de 2006, na Estrada do Jacadigo.

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