Um dos casos mais marcantes de estupros, envolvendo profissionais da saúde da Capital, completa o primeiro ano na próxima quinta-feira (9). Wilson Nonato Rabelo Sobrinho, de 31 anos, fonoaudiólogo acusado de abusar de sete crianças, segue preso.

Após um ano da prisão, Wilson ainda aguarda a sentença da primeira denúncia. O processo está na fase de alegações finais e, de acordo com João Ricardo de Oliveira, advogado do fonoaudiólogo, a sentença deve ser revelada pelo nos próximos 30 dias.

Todos os processos estão em segredo de justiça e em andamento, mas, segundo apurado pelo Jornal Midiamax, os processos ainda estão em fases iniciais e não há previsão de novas audiências sobre os casos.

Relembre

Wilson foi preso em flagrante dia 9 de março de 2022 após estuprar um menino de oito anos durante atendimento. A da foi avisada pelo filho mais de velho, de 10 anos, que algo errado acontecia durante as sessões.

Em alerta, a mulher pediu para o filho sair da sala gritando se fosse preciso. O menino ficou apenas 15 minutos com Wilson e saiu chorando em direção à mãe, que acionou a PM e o fonoaudiólogo foi preso.

Segundo a denúncia, o profissional colocou a criança na cama, passando a mão na barriga do menino e tocando nas partes íntimas do garoto. Após divulgação do caso na imprensa, outras vítimas apareceram.

De acordo com a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) sete inquéritos foram instaurados contra Wilson, as vítimas têm idades entre 2 e 8 anos. O fonoaudiólogo oferecia doces como recompensa às crianças e filmava os abusos, as imagens foram encontradas no celular de Wilson.

DEPCA investigou casos de estupro e identificou 7 vítimas (Foto: Nathália Alcântara/Midiamax)

Indenização

No início de 2023 a família de uma das vítimas entrou com pedido de indenização contra o fonoaudiólogo e a clínica onde ele trabalhava. O pedido é de 40 salários mínimos, que equivalem a cerca de R$ 50 mil.

A família de um menino de 6 anos entrou com ação e explicou que a criança foi diagnosticada com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade). Por isso, faz tratamento com neuropediatra, neuropsicólogo, além de psicoterapia e fonoaudiólogo.

Após o trauma causado pelo estupro, o menino começou a apresentar diversas alterações comportamentais, “eis que o infeliz episódio abalou profundamente o requerente, assim como sua genitora, que se encontram extremamente fragilizados com o ocorrido”.

Por tudo isso, a criança é acompanhada por profissionais e faz uso de medicações. Até mesmo a mãe do menino teve que iniciar tratamento psiquiátrico, pelo abalo que sofreu. É pontuado também que o ambiente onde os crimes aconteceram deveria ser seguro, acolhedor e saudável.

Assim, a família pede indenização de 40 salários mínimos. A ação foi recebida pelo Juízo da 16ª Vara Cível e deve ser realizada audiência de conciliação. Até o momento, nenhuma outra vítima entrou com pedido de indenização.

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