Durante a Operação Eleições 2022, equipes da segurança pública registraram uma ocorrência de boca de urna no bairro Mata do Jacinto e suspeita de compra de votos em um supermercado do Coophasul, em Campo Grande. A fiscalização continua em todo Mato Grosso do Sul, neste domingo (2), no primeiro turno.

Seis ocorrências foram registradas. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, os boletins serão divulgados a cada três horas, sendo acompanhada em tempo real, pelo CICC-E (Centro Integrado de Comando e Controle Estadual), em Campo Grande. São oito mil agentes estaduais mobilizados na segurança, com mais de 3 mil viaturas, sendo também embarcações e aeronaves em todo o Estado.

As ações da segurança pública foram intensificadas especialmente nos locais e espaços que possuem relação direta com o pleito eleitoral, como cartórios eleitorais, locais de votação, locais de totalização/apuração, vias públicas e estações de transporte público. Para tanto, cada instituição de segurança elaborou seu próprio planejamento específico de ações, protocolos e planos operacionais integrados.

Material de campanha aprendido

A operação também traz registro de material de campanha apreendido em Corumbá. Foi feita a denúncia de que em um posto de combustível estava ocorrendo a compra de votos para um candidato federal com o abastecimento de carros no local.

Foram apreendidos materiais de campanha dentro do carro do homem que estava fazendo a compra de votos. Foram 78 litros de combustível abastecidos em carros na compra de votos. Dois foram levados para a delegacia.

Roubo de urna

A Polícia Federal continua as buscas pela urna eletrônica que foi roubada com o carro de um funcionário público federal, convocado para ser mesário, nas eleições deste ano, em Campo Grande. O carro foi encontrado abandonado pela guarda-municipal, na tarde de sábado (1º).

Segundo informações da PF, continuam as buscas não só pela urna como também pelo autor do furto. O inquérito segue com a Polícia Federal em razão do sumiço da urna eletrônica. A investigação é feita em conjunto com a Polícia Civil.

O funcionário público federal, teria passado em um bar antes de ser assaltado, de acordo com informações do boletim de ocorrência. A vítima é presidente de mesa receptora de votos, na Municipal Irene Szukala, no bairro Aero Rancho.

Urna ‘colada'

Um rapaz de 22 anos, identificado como Gabriel Scherer foi preso na manhã deste domingo (2) após colar as teclas da urna eletrônica durante a votação em sessão eleitoral localizada na Estácio de Sá, em Campo Grande. O eleitor foi encaminhado para a Polícia Federal. Inicialmente, a PM divulgou que o eleitor seria uma mulher.

Mas, a identidade como sendo do rapaz foi confirmada no fim da manhã deste domingo (2) pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). Informações passadas pela Polícia Militar são de que o eleitor foi detido no local de votação e encaminhada para a Polícia Federal, por volta das 9 horas da manhã.

Segundo o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), a substituição da urna foi imediatamente realizada, ocasionando apenas atraso de minutos na seção de votação. Foi percebido que a urna havia sido colada depois que outro eleitor tentou votar e não conseguiu.

Fotografia da urna

Uma mulher foi detida na manhã deste domingo (2) durante a votação na escola Oswaldo Tognini, no Bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, depois de tirar a foto da urna eletrônica durante a votação, que teve início às 7 horas.

Informações apuradas pela reportagem são que a mulher foi detida e levada pela Polícia Militar. Ela deve ser conduzida até a sede da Polícia Federal. O artigo 312 da Lei nº 4.737/1965 do Código Eleitoral tipifica como crime “violar ou tentar violar o sigilo do voto”. Ou seja, é crime eleitoral fotografar ou filmar o voto, com pena que pode chegar a até dois anos de detenção.

Ainda na noite de sexta-feira (30), uma urna eletrônica foi roubada junto do carro de um mesário quando saía de um bar, na região do Bairro Centro-Oeste. O carro foi encontrado horas depois abandonado no Bairro Alves Pereira pela GCM (Guarda Civil Metopolitana).

A fiscalização conta com empenho da Sejusp, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, Coordenadoria Geral de Perícias, Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, Centro Integrado de Operações de Segurança, Superintendência de Assistência Socioeducativa, Departamento de Operações de Fronteira, órgãos estaduais de inteligência e Centro Integrado de Comando e Controle Estadual, estão envolvidos na Operação Eleições 2022 o Tribunal Superior Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral, o Ministéro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Ministério da Defesa, a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, e Agência Brasileira de Inteligência, bem como as Secretarias Municipais de Segurança, Guardas Municipais e Agetran.