Neste domingo (9) completa-se um ano da morte da filha do ex-governador de Amambay, no Paraguay, Haylée Acevedo, executada a tiros ao sair de uma festa em Pedro Juan Caballero, fronteira com Mato Grosso do Sul. Ronald Acevedo publicou um texto em homenagem à filha, em suas redes sociais nesta manhã.

“Sabemos que não teremos justiça do homem, porque nossas autoridades, que deveriam cuidar de nós, são cúmplices dessas pessoas”, afirmou Acevedo na postagem. Sete meses após o crime, o promotor Marcelo Pecci, que investigava o caso também foi executado, durante sua lua de mel na Colômbia.

Na homenagem em tom de esperança, Acevedo lembrou do dia da morte da filha, ao chegar no local e encontrá-la já sem vida, rodeada de curiosos. “A imagem que jamais será apagada da minha mente, ao chegar ao local do incidente e encontrar minha filha deitada na rua no meio de centenas de pessoas, centenas de policiais em carros de patrulha e centenas de cápsulas”, lamentou.

O ex-governador da cidade paraguaia retornava com frequência ao local para fazer orações à filha. Em novembro do ano passado, um mês após a morte de Haylee, ele chegava a ser visto por muitos moradores da região sentado na calçada. “Sempre vejo ele lá e me emociono com o sentimento de um pai que chora a perda de uma filha querida. É de cortar o coração”, disse uma moradora de Pedro Juan Caballero em conversa com a reportagem do Midiamax.

Pouco tempo depois, também através das redes sociais, Acevedo fez um desabafo sobre a ausência da filha, que completaria 22 anos. “Às vezes eu quero desistir de tudo vendo tata injustiças que continuam sendo cometidas aqui na terra, mas tenho certeza que você intercederá por mim para que eu tenha sabedoria do Espírito Santo e possa enfrentar todo esse monstro da injustiça”, afirmou.

Morte de promotor na Colômbia

Além da chacina em que morreu a filha do governador do Departamento de Amambay,  o promotor trabalhoun  a morte do jornalista Léo Veras, em Mato Grosso do Sul, executado em fevereiro de 2020 e na detenção do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho no Paraguai, por porte de documentos falsos. Seu principal caso em investigação era a operação “A Ultranza Py”, a maior contra a lavagem de dinheiro no Paraguai, que começou ao fim de 2019, em cooperação com órgãos dos Estados Unidos, a União Europeia e o Uruguai.

Ex-governador costumava fazer orações onde filha foi morta. (Foto: Arquivo Midiamax)

Prisão e outros 3 mortos

No dia 18 de fevereiro deste ano, um pistoleiro identificado como Diego Alexis Vasquez Martinez, de 21 anos, também conhecido como Burro, estava foragido e foi encontrado por agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). Ele é apontado como um dos criminosos que dispararam mais de 100 tiros no carro que estava Haylee.

Além de Haylee, Kaline Reinoso, de 21 anos, Rhamy Jamilly Borges de Oliveira, de 18, e Omar Vicente Álvarez Grance, de 32, conhecido como “Bebeto” também foram assassinados.