Assassinada em condomínio no Chácara Cachoeira era investigada por mandar matar o ex-marido

O homem não morreu no atentado e pistoleiro estaria sendo cobrado
| 28/07/2022
- 15:57
Assassinada em condomínio no Chácara Cachoeira era investigada por mandar matar o ex-marido
Equipe policial no local do assassinato - Foto: Marcos Ermínio/Midiamax

Vítima de homicídio em casa na tarde desta quinta-feira (28), Andreia Aquino Flores, de 38 anos, era investigada pela tentativa de homicídio contra o ex-marido, um empresário de Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande. Andreia foi morta em um condomínio de luxo na Chácara Cachoeira, em Campo Grande.

Na casa, pessoas ligadas à família de Andreia conversaram com a equipe de reportagem do Midiamax e relataram que a história estaria “mal contada”, ainda afirmando: “Tem uma pessoa poderosa que queria o mal dela”.

O Midiamax teve acesso a documentos relativos à investigação que tramita sobre Andreia e ainda outros familiares. Em janeiro deste ano, o ex-marido foi vítima de atentado quando estava na clínica veterinária a qual é proprietário em Ponta Porã.

Os pistoleiros dispararam contra a vítima, que acabou ferida e socorrida. O homem resistiu aos ferimentos e o caso passou a ser investigado como tentativa de homicídio. Andreia constava como suspeita do crime.

Além disso, em junho deste ano, ela e outras familiares foram ouvidas pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento no crime. A informação da investigação é de que pistoleiro teria sido contratado para cometer a execução. Mesmo preso, ele ainda estaria tentando cumprir com o acordo feito.

Ainda consta na investigação policial que o homem estaria sendo cobrado para cumprir o acordo ou então devolver o dinheiro pago pelo crime.

Seguro milionário do ex-marido

Na época da tentativa de homicídio do empresário, o caso passou a ser investigado como tentativa de receber seguro milionário que seria passado ao do casal, após a morte do pai. O então pistoleiro já era conhecido no meio policial, com várias passagens, e já estava preso, mas teria repassado o ‘serviço’ a outro pistoleiro.

Andreia foi ouvida na em junho, mas não demonstrou ter qualquer ligação com o caso. Ela ainda negou envolvimento com a tentativa de execução do ex-marido e contou que estava em viagem quando soube do crime. Depois, chegou a ligar para o empresário para saber como ele estava.

O caso ainda está em investigação e não há confirmação de autoria.

Assassinada em casa

No início da tarde desta quinta-feira, Andreia foi assassinada em casa após a funcionária ser sequestrada em um supermercado no Tiradentes. A funcionária foi levada ao condomínio da vítima pelos suspeitos.

Inicialmente, a polícia relatou um suposto latrocínio, sendo que Andreia teria reagido à tentativa de assalto, sendo morta pelos bandidos. Equipes da Polícia Militar, Batalhão de Choque, Goi (Grupo de Operações de Investigações) e Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) estiveram no local.

O delegado responsável não quis falar sobre o caso, nem confirmou se trata-se de latrocínio. Também não foram repassados detalhes de como Andreia foi morta.

O Midiamax contatou a advogada de Andreia, que não comentou sobre o caso. O espaço está aberto para manifestação.

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