A 3ª Câmara Criminal do (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou habeas corpus ao trio preso no último dia 08 de maio, em Água Clara, a 193 quilômetros de Campo Grande, suspeito de participar de esquemas de golpes envolvendo a subtração de cartões de crédito. Com o grupo foram apreendidas 17 máquinas de cartão, bem como cinco cartões bancários das vítimas, inclusive com as senhas registradas.

A defesa recorreu alegando que não estão presentes os requisitos necessários para a manutenção da prisão. Além disso, afirmou que todos os presos são moradores em Suzano (SP), têm ocupação lícita, residência fixa e sem antecedentes criminais. Também afirmou que têm boa conduta social, são ‘pessoas de família' e não são considerados indivíduos de alta periculosidade. Neste sentido, solicitou a revogação da prisão preventiva.

Porém, o entendimento do TJMS foi diferente. “[…] a censurabilidade acentuada das condutas, representada pelo planejamento dos crimes, pelo modus operandi empregado, pelo envolvimento de diversos agentes e, sobretudo, pelos fortes indicativos acerca da existência de uma associação criminosa entre eles voltada à prática desse tipo de atividade, evidencia a real periculosidade dos pacientes e, por consequência, a inaptidão para responderem ao processo em liberdade, diante do risco que as suas solturas representam para a garantia da ordem pública”, disse em sua decisão a desembargadora Dileta Terezinha Souza Thomaz.

No dia 8 de maio, durante fiscalização pela rodovia BR-262, em Água Clara, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) abordou um automóvel Fiat Argo ocupado por um motoboy, por um gerente de cafeteria e por um motorista. Durante a entrevista, alegaram que um deles tinha ido visitar o pai em Campo Grande, e que os demais foram acompanhá-lo a passeio. No entanto, diante do nervosismo demonstrado, a polícia decidiu fazer uma vistoria minuciosa no veículo.

Na ocasião, foram encontrados os cartões e as maquininhas. Diante dos fatos, eles acabaram confessando, ao menos conforme o inquérito policial, que estavam envolvidos em esquemas do golpe do falso cartão. Ou seja, algum indivíduo ainda não identificado, ligava para a vítima se passando por representante bancário, informando que o cartão do cliente havia sido clonado e que terceiros estavam fazendo compras em outros estados.

Desta forma, a vítima, geralmente idosos de pouca instrução, eram induzidas a entregar os cartões verdadeiros para uma suposta destruição. Assim, o bando agia com divisão de tarefas, sendo o gerente de cafeteria responsável por fazer as compras e saques com os cartões adquiridos, o motorista responsável por buscar os cartões na casa das vítimas e o motoboy atuava como motorista do trio.