Polícia

#Retrospectiva 2021: De delegado homicida a pai que matou bebê afogado, relembre julgamentos do ano

Réus foram condenados pelo júri popular

Renata Portela Publicado em 29/12/2021, às 14h00

Christiano foi julgado 10 anos após o crime
Christiano foi julgado 10 anos após o crime - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Após período de julgamentos por vídeo e sem público, 2021 teve júris populares que marcaram o ano. Estiveram no banco dos réus a tenente-coronel Itamara Romeiro, delegado Fernando Araújo da Cruz Junior, também Evaldo Christyan Dias Zenteno, que assassinou o próprio filho, entre outros.

Em abril de 2021, João Pedro da Silva Miranda foi condenado pelo acidente que resultou na morte da advogada Carolina Albuquerque Machado, de 24 anos. O acidente aconteceu em novembro de 2017, na Avenida Afonso Pena. João cumpre pena de 2 anos, 7 meses e 15 dias.

No dia 23 de junho, dois julgamentos de casos marcantes aconteceram em Mato Grosso do Sul. A tenente-coronel da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) Itamara Romeiro foi a júri pelo homicídio do próprio marido, o major Valdeni Lopes Nogueira. O caso aconteceu em 2016 e Itamara foi absolvida, já que os jurados entenderam que ela agiu em legítima defesa.

Ainda no mesmo dia, em Corumbá, foi a julgamento o delegado Fernando Araújo, acusado de assassinar o boliviano Alfredo Rangel Weber, em fevereiro de 2019. Ele participou por vídeo, já que estava custodiado na 3ª Delegacia de Polícia Civil em Campo Grande. O delegado foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão.

Marcos André Vilalba (Foto: Henrique Arakaki)

Em 13 de agosto, foi a júri popular Marcos André Vilalba, pelo feminicídio de Carla Santana Magalhães, de 25 anos. O crime aconteceu no Tiradentes, em 30 de junho de 2020 e causou grande comoção. Primeiro, houve suspeita de que Carla tinha sido sequestrada e, depois, o corpo da jovem foi deixado em uma calçada no bairro.

As investigações levaram até o próprio vizinho da vítima, Marcos. Ele foi condenado a 31 anos e 9 meses de reclusão, por homicídio qualificado pela condição de mulher, ou seja, feminicídio, também qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele também responde por ocultação de cadáver e vilipêndio, crime descoberto já no andamento do processo.

Também em agosto, no dia 25, foi a júri Evaldo Zenteno, pela morte do filho Miguel Henrique, que tinha 2 anos e 11 meses. Miguel morreu afogado em uma bacia, em setembro de 2019, nos fundos da casa do pai, que ao ver o filho se debatendo deixou a criança na água, enquanto mexia no celular. Ele foi condenado a 20 anos de reclusão.

Em setembro, foram julgados José Romeiro e Regiane Marcondes Machado, pelo assassinato da servidora pública Nathália Alves Correa Baptista, de 27 anos, em julho de 2019. Ela foi tida como desaparecida até que a polícia descobriu o homicídio e encontrou restos do corpo da vítima, que foi carbonizada.

O julgamento durou aproximadamente 17 horas e resultou em condenação de 30 anos e 3 meses para cada um dos réus, pelo homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, mediante traição ou emboscada e contra a mulher. O crime teria sido planejado como uma ‘prova de amor’ entre o casal.

Último júri do ano, Christiano Luna de Almeida, de 33 anos, foi julgado pelo homicídio do segurança Brunão, Jefferson Bruno Gomes Escobar. O assassinato aconteceu na frente de uma boate, na Avenida Afonso Pena, em março de 2011. Luna já tinha sido julgado, mas o júri foi anulado na época. Desta vez, ele foi condenado a 10 anos de reclusão e recorre em liberdade.

Jornal Midiamax